Os portugueses continuam determinados a viajar este verão, apesar da pressão sobre os preços no setor turístico causada pela crise energética e pela instabilidade geopolítica. Segundo o II Estudo “O Consumo Online em Portugal 2026”, da Webloyalty, 77% dos consumidores prevê comprar serviços turísticos online ao mesmo nível ou acima do registado no ano passado.
O estudo indica que as viagens são já a quarta categoria mais comprada online em Portugal, escolhida por 35% dos consumidores, atrás apenas de moda e acessórios, tecnologia e produtos de saúde e beleza.
A Madeira lidera entre as regiões onde mais se recorre à Internet para adquirir serviços turísticos, com 47% dos residentes a optarem pelo canal digital, seguida pelos Açores e Faro, ambos com 41%.
Apesar do aumento dos custos associados às viagens, sobretudo no transporte aéreo, a maioria dos portugueses pretende manter gastos controlados. Cerca de 67% dos inquiridos afirma que irá gastar até 500 euros por viagem e por pessoa nas reservas online, enquanto 10% admite ultrapassar os 1.000 euros.
Segundo a Webloyalty, o contexto atual é marcado pela subida do preço do petróleo, impulsionada pelo conflito no Médio Oriente e pelo encerramento do Estreito de Ormuz, situação que está a pressionar os custos operacionais das companhias aéreas e de toda a cadeia turística.
Ainda assim, os consumidores continuam a privilegiar os canais digitais para planear férias e comparar preços. O alojamento surge como o serviço mais reservado online, escolhido por 60% dos portugueses, seguido da compra de bilhetes e atividades (42%) e do transporte (41%). Os pacotes de férias continuam igualmente a ganhar espaço, sendo opção para um em cada quatro consumidores.
Citado no estudo, Eduardo Esparza, VP General Manager da Webloyalty Iberia & LATAM, considera que a Internet se consolidou como o principal canal de planeamento de viagens, sobretudo numa altura em que os consumidores procuram maximizar a poupança.
O responsável destaca ainda o crescimento do interesse por soluções de cashback, num contexto em que o aumento do preço dos combustíveis e das viagens está a tornar a poupança “uma necessidade” para muitos consumidores.






