Filas nos aeroportos portugueses não afastam turistas brasileiros, dizem agências

0

As longas filas nos aeroportos portugueses não estão a travar a procura de viagens por parte dos turistas brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), que garante estar a acompanhar “de perto” a situação nos terminais nacionais.

Em declarações à Lusa, a associação afirmou que tem orientado as agências de viagens para ajudarem os passageiros a adaptarem-se às novas regras de controlo fronteiriço implementadas pela União Europeia.

Apesar dos constrangimentos registados nas chegadas a Portugal, sobretudo nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, a procura pelo destino continua elevada. “Os turistas brasileiros continuam a procurar ativamente Portugal”, destacou a entidade, sublinhando a “força e atratividade” do país no mercado brasileiro.

Também o Ministério de Portos e Aeroportos do Brasil afirmou não ter recebido, até ao momento, reclamações formais de passageiros ou empresas relacionadas com a situação nos aeroportos portugueses.

Algumas agências brasileiras admitem que houve preocupação inicial por parte de clientes após notícias sobre tempos de espera prolongados. No Rio de Janeiro, uma empresa revelou que chegou a auxiliar passageiros a descarregar a aplicação necessária para o novo sistema europeu de controlo de fronteiras. Já uma agência de São Paulo afirmou que os clientes “foram muito bem orientados” ainda no Brasil, minimizando impactos à chegada.

Os atrasos estão relacionados com a implementação progressiva do Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia, que substitui o carimbo no passaporte pelo registo digital de fotografia e impressões digitais de passageiros extracomunitários. O sistema começou a ser aplicado em outubro de 2025 nos países do espaço Schengen, incluindo Portugal.

No passado domingo, os tempos de espera ultrapassaram duas horas no aeroporto do Porto e chegaram a cerca de hora e meia em Lisboa e Faro, situação atribuída pela PSP a problemas técnicos e ao elevado fluxo de passageiros fora do espaço Schengen.

O Governo português já admitiu suspender temporariamente a recolha de dados biométricos em períodos de maior pressão operacional, embora rejeite interromper a aplicação do sistema durante o verão.