O presidente executivo da ANA – Aeroportos de Portugal afirmou que os constrangimentos no controlo de fronteira registados no Aeroporto Humberto Delgado têm “dimensão europeia” e garantiu que estão em curso medidas para reduzir os tempos de espera nos próximos dias.
À margem da inauguração da nova ligação direta da Delta Air Lines entre o Porto e Nova Iorque-JFK, Thierry Ligonnière defendeu que o problema não é exclusivo de Lisboa, sublinhando que vários aeroportos europeus enfrentam dificuldades semelhantes desde a entrada em funcionamento dos novos sistemas de controlo de passageiros.
Segundo o responsável da ANA, a empresa está a trabalhar em articulação com o Governo e com as entidades responsáveis pela segurança e controlo fronteiriço para aumentar a capacidade operacional no aeroporto da capital.
A partir de 29 de maio, o aeroporto de Lisboa passará a contar com 34 boxes de controlo e 32 e-gates na zona de chegadas, acima das atuais 20 boxes e 18 e-gates. Já nas partidas, tanto o número de boxes como de e-gates aumentará de 14 para 18.
Thierry Ligonnière reconheceu que as obras em curso no terminal podem provocar alguns constrangimentos temporários, mas assegurou que foi criada uma sala de contingência para compensar a redução momentânea de capacidade durante a intervenção.
O CEO da ANA acrescentou ainda que o reforço previsto deverá permitir aliviar as situações de maior pressão já no início da época alta, embora admita que parte dos problemas dependa também da adaptação técnica dos sistemas utilizados pelas entidades públicas responsáveis pelo controlo fronteiriço, nomeadamente a PSP e o Sistema de Segurança Interna.
Questionado sobre uma eventual falta de recursos humanos da ANA para apoiar os passageiros, o gestor rejeitou essa hipótese, afirmando que existem equipas destacadas para acompanhamento das filas e apoio operacional.
Relativamente às críticas sobre o elevado número de voos concentrados em determinados períodos do dia, Thierry Ligonnière defendeu que o crescimento da operação aérea é essencial para a conectividade do país, considerando que o desafio passa por ajustar a capacidade aeroportuária e operacional ao aumento da procura.






