O presidente executivo da ANA/Vinci garantiu que “não existem problemas de segurança” na pista do aeroporto da Horta, nos Açores, rejeitando as acusações da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) sobre alegada ocultação de informação relevante para a operação aérea.
Ouvido na Comissão de Economia da Assembleia Legislativa dos Açores, Thierry Ligonnière afirmou que as declarações da presidente da ANAC, Ana Vieira Mata, “não são verdade” e recusou “veementemente” as informações divulgadas pelo regulador.
Em causa estão as declarações feitas pela responsável da ANAC no passado dia 7 de maio, quando acusou a ANA – Aeroportos de Portugal de ter ocultado informação crítica relacionada com as condições da pista do aeroporto da Horta.
“Não é tolerável, num contexto de cultura de segurança, a incorreção e, muito menos, a ocultação crítica de informação para a operação”, afirmou então Ana Vieira Mata, também numa audição parlamentar.
A audição de Thierry Ligonnière foi solicitada pelo Bloco de Esquerda para esclarecer os constrangimentos registados nas operações do Airbus A320 da Azores Airlines nas ligações entre Lisboa e a Horta, após a emissão de vários NOTAM — avisos aeronáuticos relativos a potenciais restrições ou riscos operacionais.
Segundo o responsável da ANA/Vinci, os avisos foram emitidos “sem contacto prévio com a ANA”, contribuindo para “uma onda de desconfiança e preocupação no setor da aviação e na população”.
O gestor assegurou ainda que parte dos NOTAM divulgados correspondiam a informações já anteriormente existentes e defendeu que as alegadas limitações relacionadas com o atrito da pista foram avaliadas “com base visual”.
“Bastava ter-se realizado um telefonema para a ANA para pedir aquilo que é produzido todos os anos neste aeroporto, para comprovar que não há e nunca houve qualquer problema de atrito na pista”, afirmou.
Thierry Ligonnière explicou que as medições da pista são realizadas “de forma científica e com equipamentos adequados” e garantiu que o desgaste existente “não impede a operação dos aviões” nem representa qualquer quebra da segurança operacional.






