– Mais de 520 mil hóspedes e proveitos de 178 milhões de euros
No primeiro trimestre de 2026, o alojamento turístico na Madeira registou um crescimento de 10,2% em termos homólogos, contabilizando a entrada de 522,1 mil hóspedes e um total de 2,7 milhões de dormidas.
Este desempenho refletiu-se de forma muito positiva na economia regional, com os proveitos totais a subirem 9,7% para os 178,7 milhões de euros e os proveitos de aposento a crescerem 9,4%, fixando-se nos 125,6 milhões de euros.
Quase a totalidade desta atividade esteve concentrada no alojamento turístico tradicional e no alojamento local com mais de dez camas, que garantiram 99,7% dos hóspedes e 99,9% das dormidas, deixando uma margem residual para as colónias de férias e pousadas da juventude, que registaram quebras acentuadas na ordem dos 30%.
Apesar do aumento no número de visitantes, a estada média global na região encurtou 5,5%, fixando-se nas 4,53 noites face às 4,79 noites registadas no mesmo período de 2025. Esta tendência foi motivada sobretudo pelo comportamento do mercado estrangeiro, cuja estada média se reduziu para 4,85 noites. Ainda assim, a Madeira reafirmou-se como a região portuguesa com maior dependência dos mercados externos, que representaram 85,9% do total das dormidas, um valor que coloca a ilha à frente do Algarve e da Grande Lisboa.
No que toca à origem dos turistas, a Alemanha liderou as preferências ao representar 20,9% das dormidas e registar um crescimento de 4,1%, seguida de perto pelo Reino Unido com 18,8%, apesar de ter sofrido uma ligeira quebra de 2,0%. O mercado de residentes em Portugal assumiu a terceira posição com 15,6% do total e um crescimento de 6,0%, enquanto a Polónia e a França registaram quebras nas dormidas, fixando-se respetivamente nos 8,4% e 4,2%. Em sentido inverso, os Países Baixos destacaram-se com uma subida expressiva de 17,0%, passando a valer 3,9% do total regional.
Ao nível geográfico, o município do Funchal continuou a ser o grande motor turístico do arquipélago, concentrando 61,3% das dormidas da região, o que equivale a cerca de 1,6 milhões de dormidas e a um crescimento homólogo de 2,5%. Santa Cruz consolidou o segundo lugar com 11,5% do total regional e cerca de 305,7 mil dormidas, embora tenha registado uma ligeira quebra de 0,8% em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior.
Principais Mercados – Dormidas
1º – Alemanha: 20,9% do total (+4,1% que em 2025)
2º – Reino Unido: 18,8% (queda de -2,0%)
3º – Portugal (Residentes): 15,6% (crescimento de +6,0%)
4º – Polónia: 8,4% (queda de -8,0%)
5º – França: 4,2% (queda de -3,6%)
6º – Países Baixos: 3,9% (forte subida de +17,0%)






