O Governo da Grécia vai avançar com novas restrições ao desenvolvimento turístico em zonas consideradas sobrelotadas, incluindo limites à dimensão de novos hotéis em alguns dos destinos mais procurados do país.
Entre as medidas previstas está a limitação a 100 camas para novas unidades hoteleiras em áreas sujeitas a maior pressão turística, como Mykonos, Santorini, Rodes e Cos.
O novo plano de ordenamento turístico foi apresentado pelos ministérios do Turismo e do Ambiente e pretende criar um modelo de desenvolvimento mais sustentável, diferenciando os territórios de acordo com o nível de saturação turística e dimensão geográfica.
Nas ilhas mais pequenas, com menos de 250 quilómetros quadrados, serão aplicadas regras mais apertadas para proteção da paisagem, incluindo limitações adicionais à construção e à capacidade dos empreendimentos turísticos.
O plano prevê ainda a proibição de novas construções a menos de 25 metros da linha costeira, exceto em projetos destinados a uso público.
Segundo o jornal Kathimerini, citado pela agência EFE, o território turístico grego passará a estar dividido em cinco categorias, abrangendo desde zonas de elevada pressão até áreas com potencial de crescimento ou ecossistemas considerados mais sensíveis.
Nas regiões mais desenvolvidas, o Governo pretende também estabelecer áreas mínimas obrigatórias para a construção de hotéis, procurando evitar a proliferação desordenada de unidades turísticas.
A Grécia recebeu cerca de 43 milhões de turistas no último ano, número que continua a aumentar a pressão sobre alguns dos destinos mais populares do país.






