Ryanair exige adiamento do novo sistema de fronteiras em Portugal para evitar caos no verão

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A Ryanair voltou a pressionar o Governo português para que a implementação do novo sistema europeu de controlo de entradas e saídas seja adiada para setembro, com o objetivo de proteger a operação durante o verão. A transportadora sublinha que a falta de preparação em termos de pessoal e infraestruturas, como quiosques de atendimento, já está a causar transtornos graves, citando esperas de cerca de uma hora no aeroporto de Lisboa durante o último fim de semana prolongado de maio.

Segundo a companhia aérea, embora as autoridades tivessem conhecimento da entrada em vigor deste sistema desde abril de 2026, a carência de meios tem resultado em filas excessivas que, em casos limite, levam à perda de voos. Esta situação é classificada como inaceitável pelo diretor de operações da empresa, Neal McMahon, que destaca o contrassenso de os passageiros passarem quase tanto tempo no controlo de passaportes quanto a duração média de um voo da companhia.

A tecnológica irlandesa recorda que já contactou os governos dos 29 países abrangidos pela medida, incluindo Portugal e Espanha, sugerindo que sigam o exemplo da Grécia na suspensão temporária da norma até ao final da época alta. Para a Ryanair, o adiamento é a única forma de garantir a fluidez do tráfego aéreo e evitar que os constrangimentos logísticos prejudiquem as deslocações dos passageiros num dos períodos de maior movimento do ano.