No âmbito da famtrip organizada pela Solférias a Djerba, Azza Zidi, guia turística e representante local do operador na Tunísia, traça um retrato direto e sem filtros de um destino que continua a crescer junto do mercado português, para além de um trabalho no terreno que vai muito além das visitas guiadas.
Guia desde 2019, Azza começou por acompanhar pequenos grupos, numa fase marcada pela quebra do turismo durante a pandemia. O ponto de viragem surge em 2022, quando inicia colaboração com a Solférias, assumindo também funções como representante local. “Eles precisam de representantes para trabalhar com eles nos hotéis, para resolver problemas dos clientes e também para vender excursões”, explica.
Hoje, acumula funções: acompanha grupos, garante apoio nos hotéis e assegura toda a componente informativa do destino. “Sou guia turística e também responsável da Solférias. Estou com o grupo para dar todas as informações sobre os lugares que vamos visitar”, afirma, sublinhando que a curiosidade dos turistas é elevada: “A Tunísia é um país rico, cheio de história, e a maioria das pessoas quer conhecer muitos detalhes”.
Essa atenção ao detalhe estende-se à própria operação das excursões. Azza garante que tudo é pensado ao pormenor, desde a segurança até às condições básicas: “Se fazem passeios de dromedário ou moto 4, temos de garantir que é num sítio seguro e com casas de banho limpas. Não podem entrar em qualquer lugar”.
Com trabalho concentrado entre abril e setembro em Djerba, regressa depois à capital para acompanhar grupos de várias nacionalidades. Espanhol aprendeu na universidade, tendo licenciatura na área, enquanto o português surgiu no terreno, em contacto direto com turistas.
Sobre a operação da Solférias, não hesita: “São os melhores clientes de Portugal. São pessoas muito simpáticas, educadas e bem cultivadas”. Uma perceção que, garante, tem impacto direto na procura. “Ano após ano temos muitos grupos portugueses. Se um grupo gosta das excursões, dos hotéis, da praia, escreve comentários e isso traz mais pessoas”.
Djerba destaca-se, na sua visão, dentro da oferta de sol e praia no Norte de África. “É muito conhecida pela qualidade das praias e pelos hotéis, com várias categorias e cadeias, tanto nacionais como internacionais, como a Iberostar”, refere.
Mas o destino não vive só de praia. Para quem visita pela primeira vez, há experiências que considera essenciais: “A volta à ilha é muito importante para descobrir a cultura e as tradições. É preciso visitar um museu, a sinagoga (a mais antiga de África) e conhecer a cerâmica, que é um trabalho muito importante desde a antiguidade”. Entre os destaques está ainda a “ilha dos flamingos”, uma das excursões mais procuradas.
Quanto ao perfil do turista português, Azza diz não haver um padrão único: “Todos os tipos. Pessoas que querem cultura, outras que querem praia, outras que querem só aproveitar o hotel”. E sem grandes mudanças ao longo do tempo: “Temos sempre pessoas muito diferentes”.
A importância das famtrips é clara: “Djerba precisa que os agentes de viagem portugueses conheçam melhor o destino para vender melhor”. E o feedback tende a confirmar o potencial: “A maioria está muito contente. Dizem que os tunisinos são muito simpáticos, educados, e sentem-se como em família”. Há uma frase que, para Azza, resume tudo: “No último dia dizem sempre ‘queremos ficar mais’. Quando dizem isso, sabemos que gostaram mesmo”.
Com procura crescente de vários mercados (portugueses, alemães, franceses ou britânicos), o futuro parece traçado: “Vai sempre aumentar. Cada ano fazemos o máximo para melhorar o turismo”. E isso implica também mais oferta: “São precisas sempre novidades”.
A mensagem final é direta: “Quero dizer aos agentes de viagem para virem descobrir Djerba. É um destino muito importante no Norte de África, cheio de história e cultura. É um dos destinos ideais para ver tudo”.






