O Brasil poderá vir a reforçar o envio de combustível de aviação para Portugal caso se verifiquem constrangimentos no abastecimento, numa altura em que o setor acompanha com atenção os impactos da crise energética internacional.
A possibilidade foi avançada pela ministra do Ambiente e Energia, Graça Carvalho, que revelou ter recebido essa garantia por parte do ministro brasileiro de Minas e Energia durante a recente visita oficial do Presidente Luiz Inácio Lula da Silvaa Lisboa.
Apesar de afastar, para já, um cenário de rutura, a governante admitiu que um agravamento da conjuntura poderá levar a restrições no fornecimento de ‘jet fuel’ no final do verão. Ainda assim, sublinhou que a situação está sob controlo e a ser monitorizada de forma contínua pelas autoridades nacionais.
Atualmente, a Galp assegura cerca de 80% das necessidades de combustível de aviação em Portugal, estando os restantes 20% garantidos através de contratos com fornecedores externos.
Também a nível europeu, a Comissão Europeia tem descartado uma escassez imediata, embora reconheça riscos associados à instabilidade geopolítica e esteja a preparar medidas preventivas para eventuais falhas no abastecimento.
O contexto internacional continua a pressionar o setor, sobretudo devido às tensões no Médio Oriente, que afetam rotas estratégicas de transporte de petróleo, como o Estreito de Ormuz. Estas perturbações têm impacto direto nos custos e na disponibilidade de combustível, levando algumas companhias aéreas a rever operações e capacidade.
Neste cenário, o reforço de parcerias com países fornecedores surge como uma medida de contingência para garantir a continuidade da operação aérea e mitigar riscos associados ao abastecimento.






