O presidente executivo da Ryanair alertou para a possibilidade de falências entre companhias aéreas europeias até ao final de 2026, num contexto marcado pela instabilidade no Médio Oriente e pela subida dos preços do petróleo.
Segundo Michael O’Leary, as transportadoras com menor proteção face à volatilidade do combustível serão as mais vulneráveis, podendo enfrentar dificuldades de liquidez nos próximos meses. Entre os exemplos apontados estão a Wizz Air e a airBaltic.
O responsável defende que as companhias obrigadas a adquirir combustível ao preço de mercado terão maiores dificuldades em sustentar os custos operacionais, o que poderá levar a uma redução da capacidade no setor e a um reforço da posição das empresas com estruturas financeiras mais sólidas.
Em reação, a Wizz Air rejeitou este cenário, assegurando que mantém uma posição financeira robusta e liquidez suficiente para continuar a operar durante pelo menos 18 meses. O CEO da empresa, József Váradi, sublinhou ainda que a companhia está preparada para aproveitar oportunidades resultantes da eventual saída de concorrentes do mercado.






