A Comissão Europeia decidiu que a TAP Air Portugal deverá manter quatro aeronaves recém entregues estacionadas durante o primeiro semestre de 2026, reforçando as limitações impostas no plano de reestruturação da companhia.
A decisão, publicada pelo Jornal de Negócios, impede a utilização comercial dos aviões que chegarem até junho, mesmo diante das justificativas da empresa para colocá-los em operação.
A medida mantém o limite de frota estabelecido em 2021, quando a TAP recebeu apoio estatal e passou a ser supervisionada pela União Europeia, com um teto de aproximadamente 99 aeronaves que não pode ser ultrapassado até o fim do programa.
Isso significa que qualquer avião adicional entregue não poderá ser usado comercialmente enquanto a restrição estiver vigente; assim, além do centésimo avião recebido no início do ano, outras três aeronaves previstas para o semestre ficarão paradas.
Essa restrição deve gerar custos extras para a TAP, que terá de arcar com despesas de leasing, manutenção e estacionamento, sem retorno de receita, sendo que, segundo a UE, tais limitações visam evitar concorrência desleal no mercado aéreo.






