A Comissão Europeia deu luz verde à criação de uma empresa comum entre a Airbus e a Air France, destinada à manutenção de componentes das aeronaves A350, considerando que a operação não levanta riscos relevantes para a concorrência no mercado europeu.
A nova estrutura resulta da junção das atividades das duas empresas nesta área, com foco no suporte técnico a operadores do modelo A350 a nível global. Segundo Bruxelas, o impacto da parceria será limitado, tendo em conta a presença de outros fabricantes, prestadores de serviços de manutenção e companhias aéreas que asseguram internamente a reparação das suas frotas.
O executivo comunitário sublinha ainda que, à medida que a plataforma A350 amadurece, é expectável o desenvolvimento de um mercado de componentes em segunda mão, fator que poderá facilitar a entrada de novos operadores neste segmento.
A operação foi analisada no âmbito das regras europeias de controlo de concentrações e não exigiu uma investigação aprofundada, apesar de Airbus e Air France terem apresentado argumentos relacionados com ganhos de eficiência.
A parceria, anunciada em 2023, pretende centralizar a gestão da manutenção de componentes do A350, promovendo a partilha de peças, a otimização dos processos de reparação e o reforço do suporte técnico às companhias que operam este modelo.






