Instabilidade, preços dos combustíveis, inflação, cancelamentos – o contexto não dá tréguas. Vivemos tempos exigentes. Ainda assim, este é um setor resiliente, habituado a adaptar-se e a seguir em frente – e não será agora que alguém vai atirar a toalha ao chão.
É precisamente nestes momentos que importa manter o foco: gerir bem o presente, sem perder de vista o futuro. É nesse espírito que partilho este guia prático para obter “A” certificação de sustentabilidade, em resposta a um desafio lançado pelo Opção Turismo.
Vamos lá.
1. Em primeiro lugar, e acima de tudo, a aposta na sustentabilidade deve nascer de um verdadeiro imperativo de consciência pessoal. Só depois se afirma também como um imperativo empresarial – porque hoje já não é uma opção: o negócio turístico exige-o. Se o objetivo for apenas ter um «selo», então pode parar por aqui. Não é disso que tratamos.
2. Importa ter presente que a Travelife — a única certificação de sustentabilidade especializada em agências de viagens e operadores turísticos – é hoje uma das mais reconhecidas no setor em todo o mundo.
Para isso, exige dois recursos fundamentais:
2.1 Tempo
O tempo necessário depende do compromisso. Com dedicação consistente – algumas horas por semana – é possível atingir o nível Partner em 3 a 4 meses. O nível Certified, mais exigente, poderá levar entre 10 meses a um ano.
Somos exigentes. E é precisamente esse rigor que sustenta o reconhecimento da Travelife a nível internacional.
2.2 Investimento
No que diz respeito ao investimento, este é acessível. Sendo uma organização sem fins lucrativos, o objetivo não é gerar lucro, mas assegurar o funcionamento e a credibilidade do sistema. Os valores começam nos 27 euros mensais (até 25 colaboradores); ou seja, o equivalente a um almoço por mês.
Este valor corresponde ao nível Travelife Partner, já mais completo e credível do que muitas outras soluções no mercado. Para alcançar o nível Travelife Certified, com auditoria independente e reconhecimento internacional reforçado, os valores iniciam-se nos 48 euros mensais.
3. A dimensão da empresa não é um obstáculo.
- Uma agência de viagens com apenas um colaborador conseguiu obter a certificação sem dificuldades. Inspirador?
4. O mercado já está a mudar — e vai continuar.
Se atua como DMC, já terá sentido a pressão – positiva – dos seus clientes internacionais para demonstrar práticas sustentáveis. No segmento corporate, a exigência é crescente. E no outgoing de lazer… pode respirar, mas não demasiado.
A procura por opções mais sustentáveis está a crescer – e quem estiver na linha da frente terá sempre vantagem competitiva.
5. O próximo passo é simples.
Informar-se, esclarecer dúvidas e, sobretudo, decidir começar. Se precisar, contacte portugal@travelife.info .
Por Paulo Brehm






