Receitas robustas não travam prejuízo da American Airlines no 1º trimestre

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A American Airlines (AA) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um saldo negativo de 382 milhões de dólares (325,6 milhões de euros). Apesar do prejuízo líquido, o desempenho operacional da companhia norte-americana mostrou sinais de robustez, com o valor das perdas a fixar-se nos 267 milhões de dólares (227,6 milhões de euros) quando excluídos os ajustes fiscais pontuais que impactaram as contas.

O período entre janeiro e março foi marcado por um desempenho comercial sem precedentes: a faturação disparou para os 13,9 mil milhões de dólares (11,85 mil milhões de euros). Este valor representa um crescimento de 10,8% face ao período homólogo, um feito alcançado mesmo perante o impacto financeiro de 320 milhões de dólares resultante das severas tempestades de inverno que fustigaram a operação.

Eficiência operacional e redução da dívida

A transportadora destacou que este trimestre incluiu as nove semanas de maior faturação nos seus 100 anos de história. A receita por passageiro subiu 7,6%, com o mês de março a evidenciar uma aceleração superior a 10% tanto no mercado doméstico como nas rotas internacionais. No plano financeiro, a AA logrou reduzir a sua dívida total para 34,7 mil milhões de dólares (29,6 mil milhões de euros), o montante mais baixo registado pela empresa desde meados de 2015.

Mesmo com a pressão inflacionária nos combustíveis — que deverá representar um acréscimo de quatro mil milhões de dólares na fatura do querosene —, a American Airlines mantém o otimismo para o resto do ano. Para o segundo trimestre, a previsão aponta para um crescimento das receitas entre 13,5% e 16,5%, estimando-se um lucro por ação ajustado de 0,20 dólares.

Robert Isom, CEO da companhia, sublinhou que a estratégia de focar na “experiência premium” e na fidelização de clientes está a dar frutos, prevendo que a transportadora alcance uma “rentabilidade modesta” no fecho do ano, apesar da volatilidade dos preços da energia.