O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, reuniu-se na sede da Presidência, em Ponta Delgada, com os representantes dos trabalhadores da SATA para travar o clima de tensão.
Perante as queixas de falta de transparência, Bolieiro afirmou que houve uma queixa relativamente à necessidade de mais diálogo e mais informação, pelo que se comprometeu a assegurar que haja, quer por parte do governo, quer por parte do conselho de administração, franca abertura para diálogo e verificação das preocupações dos trabalhadores.
Para materializar esta abertura, o líder do executivo considerou legítimas as preocupações das estruturas sindicais e anunciou a criação de um grupo de trabalho para que os trabalhadores possam acompanhar a privatização do handling, frisando que o objetivo é construir, para além do trabalho direto entre a administração e os sindicatos, um grupo que possa fazer um acompanhamento regular. Bolieiro garantiu que quer formar este grupo com a máxima celeridade, prometendo a entrega de relatórios de trabalho e uma regularidade de reuniões que até agora não existia.
Quando confrontado com a possibilidade de recuar na venda do setor de assistência em terra, o presidente lembrou o peso das instâncias internacionais, explicando que têm de cumprir os compromissos do plano de reestruturação com a Comissão Europeia e que, como o mercado já deu as respostas que deu, existe uma obrigação de procedimento.
Do lado dos sindicatos, o impacto da reunião foi positivo. Filipe Rocha, do SINTAC, admitiu que o Governo Regional percebeu as dificuldades dos trabalhadores e revelou que existe agora margem para reavaliar o pré-aviso de greve parcial agendado para o final de abril. Já Vítor Mendes, do SITAVA, embora tenha elogiado a abertura de uma porta de diálogo, manteve uma postura cautelosa, afirmando que mais tranquilos nunca poderão estar porque a situação é demasiado conturbada e é um processo que se arrasta há quatro anos.






