Constrangimentos nos aeroportos colocam em causa competitividade do turismo nacional

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A ANAV – Associação Nacional de Agências de Viagens –manifesta a sua crescente preocupação em relação aos potenciais impactos da implementação do Entry/Exit System (EES) nos aeroportos portugueses, numa altura particularmente sensível para o turismo nacional.

“Existe um risco sério de agravamento das filas de espera nos controlos de fronteira com a entrada em vigor plena deste novo sistema europeu, que visa reforçar a segurança e o controlo de entradas e saídas no espaço Schengen, refere um comunicado da associação enviado ao Opção Turismo que acrescenta ainda “no entanto, a sua implementação tem revelado constrangimentos operacionais em vários países, incluindo Portugal”.

A recente decisão de suspender temporariamente a recolha de dados biométricos nas partidas, para evitar perdas de voos, evidencia que o sistema ainda não se encontra totalmente estabilizado. Segundo a ANAV, esta situação levanta sérias dúvidas sobre a capacidade de resposta dos aeroportos nacionais num cenário de maior pressão.

O Aeroporto Humberto Delgado, Aeroporto Francisco Sá Carneiro e Aeroporto de Faro, infraestruturas críticas para o turismo em Portugal, são apontados como os mais expostos a estes riscos, dada a sua elevada procura, sobretudo em períodos de pico.

A ANAV sublinha que a imprevisibilidade operacional que tem vindo a ser registada constitui um fator de grande preocupação para passageiros, agências de viagens e operadores turísticos, dificultando o planeamento das viagens e aumentando significativamente o risco de perda de voos e falhas em ligações. Esta realidade traduz-se não só numa deterioração da experiência dos clientes, mas também num aumento dos custos de assistência.

A associação chama ainda a atenção para o impacto adicional das fragilidades no setor do handling, que agravam a instabilidade num momento já delicado. A conjugação de constrangimentos no controlo de fronteiras com problemas operacionais no apoio em terra fragiliza todo o sistema aeroportuário e aumenta o risco de disrupções significativas durante a época alta.