Macau está a avaliar uma nova medida para reforçar a captação de turistas internacionais: cobrir os custos de transporte entre o Aeroporto Internacional de Guangzhou Baiyun e o território, numa estratégia de diversificação de mercados.
A possibilidade foi avançada pela diretora dos Serviços de Turismo, Maria Helena de Senna Fernandes, que explicou que a iniciativa surge como resposta à redução de voos do Médio Oriente e da Europa para Hong Kong, causada pela instabilidade geopolítica.
Guangzhou, a cerca de 150 quilómetros de Macau, surge como alternativa relevante, uma vez que mantém ligações diretas com várias cidades europeias e chinesas. Atualmente, o Governo já suporta os custos de transporte para visitantes internacionais que chegam via Aeroporto de Hong Kong.
O tema foi abordado durante a 14.ª Expo Internacional de Turismo de Macau (MITE), onde o secretário para a Economia e Finanças, Tai Kin Ip, reforçou a necessidade de alargar a base de mercados emissores num contexto internacional incerto.
O governante destacou ainda que o território continuará a apostar na diversificação da oferta turística, organização de grandes eventos, melhoria de infraestruturas e reforço da promoção externa.
A MITE decorre durante três dias no Venetian Macau, reunindo mais de 700 expositores de vários mercados, incluindo nove de países de língua portuguesa. O evento integra mais de 130 iniciativas, entre fóruns, workshops e ações de promoção turística, abrangendo áreas como hotelaria, transportes e indústrias criativas.
A iniciativa enquadra-se na estratégia “1+4” de diversificação económica de Macau, que pretende reduzir a dependência do jogo, reforçando o turismo e desenvolvendo áreas como saúde, finanças, tecnologia e MICE.






