A easyJet estima que os prejuízos no primeiro semestre fiscal possam atingir entre 621 e 644 milhões de euros, um agravamento face ao período homólogo, fortemente influenciado pelo atual contexto geopolítico.
O impacto da guerra no Médio Oriente, que tem condicionado o espaço aéreo e aumentado os custos operacionais — sobretudo com combustível —, está a pressionar os resultados da companhia. No mesmo período do ano passado, as perdas tinham sido de cerca de 453 milhões de euros.
Apesar do aumento dos prejuízos, a transportadora destaca que a procura por viagens se manteve robusta ao longo dos primeiros meses do ano. Ainda assim, esse crescimento não foi suficiente para compensar o impacto externo nem a maior pressão competitiva em alguns mercados, explicou o CEO Kenton Jarvis.
O setor da aviação tem vindo a enfrentar vários constrangimentos desde o agravamento do conflito, incluindo encerramentos de rotas e preocupações com o fornecimento de combustível, associadas à instabilidade no Estreito de Ormuz.
A divulgação surge antes da apresentação oficial dos resultados da companhia, prevista para o próximo mês.
A easyJet admite rever a capacidade nas ligações domésticas à Madeira na sequência das alterações ao modelo de apoio às viagens aéreas, atualmente em discussão, que eliminam o limite máximo do custo elegível para reembolso.
De acordo com o responsável da companhia em Portugal, a mudança poderá pressionar os preços em alta, com efeitos diretos na procura, tanto de residentes como de visitantes. Ainda que a transportadora não equacione sair das rotas, admite reduzir a oferta caso o novo enquadramento avance.
A companhia mantém uma posição de liderança na região e, para o verão IATA 2026, prevê operar cerca de 5.700 voos no aeroporto do Funchal, mais 5% do que no período homólogo. A oferta ultrapassa um milhão de lugares (+4%) e inclui 15 rotas para seis países, com a introdução de Nice como novo destino.
No Porto Santo, a operação mantém-se nas ligações a Lisboa e Porto, embora com menos frequências para a capital, devido a limitações naquele aeroporto.
A empresa sublinha que o planeamento foi feito com base nas regras atuais e alerta que alterações no modelo de subsidiação poderão obrigar a ajustes. Como referência, aponta o histórico dos Açores, onde a ausência de limites no passado esteve associada a tarifas mais elevadas e menor volume de passageiros.
As mudanças ao regime, agora designado mecanismo de continuidade territorial, já foram aprovadas, mas ainda não entraram em vigor. Entre as principais alterações estão o fim do teto máximo do custo elegível e novas regras de acesso e reembolso.
Atualmente, os residentes na Madeira pagam um máximo de 79 euros por viagem de ida e volta para o continente, e os estudantes 59 euros, com um limite de 400 euros no valor elegível. Nos Açores, os valores são de 119 euros para residentes e 89 euros para estudantes, com teto de 600 euros.
easyJet pode ajustar operação na Madeira com revisão do apoio às viagens
A easyJet admite rever a capacidade nas ligações domésticas à Madeira na sequência das alterações ao modelo de apoio às viagens aéreas, atualmente em discussão, que eliminam o limite máximo do custo elegível para reembolso.
De acordo com o responsável da companhia em Portugal, a mudança poderá pressionar os preços em alta, com efeitos diretos na procura, tanto de residentes como de visitantes. Ainda que a transportadora não equacione sair das rotas, admite reduzir a oferta caso o novo enquadramento avance.
A companhia mantém uma posição de liderança na região e, para o verão IATA 2026, prevê operar cerca de 5.700 voos no aeroporto do Funchal, mais 5% do que no período homólogo. A oferta ultrapassa um milhão de lugares (+4%) e inclui 15 rotas para seis países, com a introdução de Nice como novo destino.
No Porto Santo, a operação mantém-se nas ligações a Lisboa e Porto, embora com menos frequências para a capital, devido a limitações naquele aeroporto.
A empresa sublinha que o planeamento foi feito com base nas regras atuais e alerta que alterações no modelo de subsidiação poderão obrigar a ajustes. Como referência, aponta o histórico dos Açores, onde a ausência de limites no passado esteve associada a tarifas mais elevadas e menor volume de passageiros.
As mudanças ao regime, agora designado mecanismo de continuidade territorial, já foram aprovadas, mas ainda não entraram em vigor. Entre as principais alterações estão o fim do teto máximo do custo elegível e novas regras de acesso e reembolso.
Atualmente, os residentes na Madeira pagam um máximo de 79 euros por viagem de ida e volta para o continente, e os estudantes 59 euros, com um limite de 400 euros no valor elegível. Nos Açores, os valores são de 119 euros para residentes e 89 euros para estudantes, com teto de 600 euros.






