O Centro de Portugal vai colocar o turismo ferroviário no centro do debate internacional numa conferência dedicada ao turismo industrial e ferroviário, agendada para 15 de abril, no Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento.
A iniciativa assinala o lançamento público do projeto “Viajar no Tempo, Ferrovia entre o Vouga e o Dão” e reúne especialistas, investigadores e representantes institucionais nacionais e estrangeiros para discutir novas formas de valorização da ferrovia enquanto recurso turístico, cultural e económico.
A Turismo Centro de Portugal sublinha que este segmento representa uma oportunidade concreta para dinamizar territórios de baixa densidade, criando propostas turísticas baseadas na identidade local, na sustentabilidade e na diferenciação da experiência do visitante.
Para Rui Ventura, presidente da entidade, o património ferroviário da região tem um valor histórico relevante que pode ser transformado em produto turístico estruturado, contribuindo simultaneamente para a atração de visitantes e para o desenvolvimento dos territórios.
O responsável defende ainda que a aposta na ferrovia como ativo turístico está alinhada com uma estratégia mais ampla de mobilidade sustentável e de dispersão dos fluxos turísticos, reforçando a coesão territorial e a qualidade da experiência turística.
Durante o encontro serão debatidos temas como a preservação da memória ferroviária, o turismo industrial, a sustentabilidade e o impacto do turismo no desenvolvimento regional, com contributos de boas práticas aplicadas em diferentes países.
A conferência integra o projeto “Viajar no Tempo, Ferrovia entre o Vouga e o Dão”, que visa requalificar e promover o património ferroviário dos territórios de Vouzela, Tondela e Oliveira de Frades, articulando-o com a oferta natural, cultural e gastronómica da região, de forma a criar novos produtos turísticos integrados.






