Delta Air Lines encerrou primeiro trimestre com prejuízos

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A Delta Air Lines encerrou o primeiro trimestre com um prejuízo líquido de 289,25 milhões de euros, um resultado fortemente condicionado pela subida acentuada dos custos de combustível, que anulou o impacto positivo do crescimento das receitas.

Apesar do saldo negativo, a companhia aérea norte-americana registou um volume de negócios de 13,60 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 13% face ao ano anterior.

Este desempenho comercial superou as expectativas iniciais, levando o CEO, Ed Bastian, a rever em alta as previsões de crescimento para o ano, impulsionado sobretudo pelas vendas recorde em março e pela forte procura nos segmentos de fidelidade, viagens corporativas e classes premium.

No entanto, o balanço financeiro reflete a pressão dos custos operacionais, com o resultado líquido a recuar mais de 452 milhões de euros em comparação com o período homólogo. Um dos fatores distintivos da Delta é a posse de uma refinaria própria, cujas despesas de exploração dispararam 56% no trimestre, enquanto os gastos gerais com combustível e taxas associadas subiram 14%.

No total, o grupo estima que o impacto negativo do combustível no segundo trimestre ultrapasse os 1,71 mil milhões de euros, embora mantenha a meta de atingir um lucro antes de impostos de aproximadamente 855 milhões de euros nesse período.

Apesar do cenário de volatilidade energética, a liderança da empresa e os analistas de mercado, como os da TD Cowen, mantêm a confiança na estratégia da transportadora. Ed Bastian sublinhou que, embora os preços do combustível pesem nos resultados imediatos, a conjuntura atual acaba por reforçar a liderança de mercado da Delta e a sua capacidade de rentabilidade futura. Para os especialistas, os indicadores de faturação demonstram a resiliência e a solidez do modelo económico da companhia aérea face aos desafios macroeconómicos.