Procura de viagens entre EUA e Europa para o verão continua a cair, aponta a Cirium

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A procura por viagens aéreas entre os Estados Unidos e a Europa para o verão de 2026 mantém uma trajetória de queda, com os dados mais recentes a indicarem um agravamento da tendência à medida que se aproxima a época alta.

Segundo a Cirium, as reservas de voos dos EUA para a Europa, para o mês de julho, caíram 11,2% face ao mesmo período de 2025, considerando as reservas efetuadas entre o início de outubro e meados de março.

A análise mostra também uma desaceleração progressiva da procura: só em fevereiro, a quebra foi de 7,3%, sinalizando um enfraquecimento contínuo do mercado outbound norte-americano.

A tendência é transversal à maioria dos destinos europeus, ainda que com intensidades distintas. Frankfurt lidera as quebras, com uma descida de 26,8% nas reservas, seguido por Atenas (-19,9%) e Dublin (-12,4%).

Entre os destinos tradicionalmente mais procurados, cidades como Londres, Munique e Milão registam reduções na ordem dos 11%. Também Barcelona (-8,3%), Paris (-7,8%), Amesterdão (-7,3%), Roma (-6,2%) e Madrid (-5,7%) apresentam recuos relevantes.

No sentido inverso, a procura europeia por viagens para os Estados Unidos apresenta uma contração ainda mais acentuada. Até meados de março, as reservas para julho registavam uma queda de 15,3% face ao ano anterior.

Os dados indicam igualmente uma diminuição na procura associada a grandes eventos. As reservas provenientes da Europa para cidades norte-americanas anfitriãs do Mundial de Futebol caíram 6,7%, enquanto os destinos no México registaram uma descida de 6,4%. No caso do Canadá, a redução é mais moderada, situando-se em 1,5%.2

A análise da Cirium baseia-se em dados de plataformas de reservas de terceiros, como agências de viagens online e sistemas globais de distribuição, não incluindo reservas diretas às companhias aéreas. Ainda assim, fornece um indicador relevante da evolução da procura.

Para os profissionais do setor, estes dados apontam para um possível abrandamento da época alta no eixo transatlântico, com impacto potencial na gestão de capacidade, pricing e estratégias de comercialização por parte de companhias aéreas e operadores turísticos.