O Algarve voltou a evidenciar, em fevereiro, uma evolução mais favorável em valor do que em volume, com os proveitos turísticos a crescerem 4,1%, enquanto as dormidas registaram uma subida mais moderada de 0,5%, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Num mês tradicionalmente marcado por menor procura, o desempenho da região foi sustentado em grande parte pelo mercado nacional. Os residentes contribuíram para o crescimento, com aumentos de 1% no número de hóspedes e de 6,3% nas dormidas, reforçando o papel deste segmento na estabilização da atividade fora da época alta.
Outro dos indicadores em destaque foi a duração média das estadias, que se fixou em 3,82 noites, mantendo o Algarve bem acima da média nacional (2,37 noites). Este diferencial continua a traduzir-se numa maior capacidade de retenção de visitantes e num impacto económico mais significativo por estada.
A diferença entre o crescimento das receitas e o das dormidas aponta para uma tendência de valorização da procura, alinhada com a estratégia do destino de privilegiar rendimento em detrimento de volume.
Segundo André Gomes, presidente do Turismo do Algarve, os resultados demonstram a consistência do destino ao longo do ano e evidenciam o contributo do mercado interno para mitigar a sazonalidade e sustentar a atividade turística.
Mesmo perante constrangimentos como o efeito de calendário do Carnaval e condições meteorológicas adversas no início do ano, o Algarve manteve um desempenho positivo, consolidando a sua posição como um dos principais destinos turísticos nacionais.





