O diretor-geral da IATA afirmou que o aumento dos preços dos bilhetes de avião será inevitável, na sequência da subida acentuada dos custos do combustível provocada pela escalada de tensões no Médio Oriente.
Segundo Willie Walsh, o preço do querosene — principal combustível da aviação — duplicou desde o final de fevereiro, ultrapassando os 216 dólares por barril, um valor muito acima dos 88 dólares considerados nas previsões das companhias aéreas para 2026.
O responsável indicou que, em média, o combustível representava cerca de 26% dos custos operacionais das transportadoras, mas a atual evolução dos preços deverá pressionar significativamente as margens do setor.
De acordo com a IATA, que representa cerca de 360 companhias aéreas responsáveis por 85% do tráfego mundial, as empresas não terão capacidade para absorver este aumento de custos caso a situação se mantenha, o que deverá refletir-se no preço final pago pelos passageiros.
A subida das tarifas já começa a ser visível em alguns mercados, nomeadamente nos Estados Unidos da América.
Willie Walsh sublinhou que o impacto da atual crise difere do registado durante a pandemia, embora reconheça efeitos relevantes na operação, sobretudo nas companhias do Golfo, que têm sido obrigadas a cancelar um número significativo de voos.
Apesar do contexto, a procura por viagens aéreas mantém-se sólida, ainda que com alterações no comportamento dos consumidores, que tendem a optar por viagens mais curtas em períodos de maior incerteza.






