Menos acidentes aéreos em 2025, mas número de vítimas aumentou

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O número de acidentes na aviação comercial diminuiu em 2025 face ao ano anterior, mas o total de mortes aumentou, sobretudo devido a dois acidentes graves ocorridos na Índia e nos Estados Unidos, segundo dados divulgados pela International Air Transport Association (IATA).

De acordo com a organização, a taxa de acidentes foi de 1,32 por milhão de voos em 2025, o equivalente a um acidente a cada 750.646 voos. O valor representa uma ligeira melhoria face a 2024, quando a taxa foi de 1,42 acidentes por milhão de voos.

Ainda assim, a IATA refere que, comparando com a média do período 2021-2025, de 1,27 acidentes por milhão de voos, a tendência global mostra um ligeiro aumento.

No total, foram registados 51 acidentes em 2025, dos quais oito foram fatais. Em 2024 tinham sido contabilizados 54 acidentes, incluindo sete fatais.

Apesar da redução no número total de acidentes, o número de vítimas mortais aumentou significativamente. Em 2025 foram registadas 394 mortes, face a 244 em 2024.

Segundo a organização, este aumento está sobretudo associado a dois acidentes de grande dimensão: a queda de um Boeing 787 Dreamliner da Air India em Ahmedabad, em junho, que provocou 241 mortes a bordo, e a colisão de um Bombardier CRJ700 operado pela PSA Airlines — subsidiária da American Airlines — com um helicóptero militar em Washington, DC, em janeiro, que causou 64 mortes no avião.

A IATA contabilizou apenas as vítimas a bordo das aeronaves, não incluindo nas estatísticas as mortes registadas em terra no acidente na Índia nem as vítimas do helicóptero militar.

Apesar destes episódios, a organização sublinha que a segurança aérea melhorou significativamente nas últimas décadas. Entre 2012 e 2016, registava-se em média um acidente mortal por cada 3,5 milhões de voos, enquanto atualmente a média é de um por cada 5,6 milhões de voos.

Entre os incidentes mais frequentes destacam-se os chamados “tailstrikes”, quando a cauda do avião toca na pista durante descolagem ou aterragem, além de problemas com o trem de aterragem ou saídas de pista.

Em julho de 2025, o diretor-geral da IATA, Willie Walsh, afirmou “a título pessoal” ser favorável à instalação de câmaras nas cabinas dos aviões comerciais, com o objetivo de facilitar a investigação de acidentes.