TAP Air Portugal ativa venda da participação na antiga Groundforce

0

A TAP já formalizou a intenção de alienar a sua posição na SPdH (empresa anteriormente conhecida como Groundforce) dando início ao processo de saída imposto no âmbito das condições definidas por Bruxelas para a reestruturação da companhia aérea.

A confirmação foi feita pelo presidente executivo da transportadora, Luís Rodrigues, que indicou que a manifestação de venda ocorreu a 1 de dezembro do ano passado. Desde então, decorre a tramitação administrativa associada à operação.

O responsável admitiu que a perda de licença da SPdH introduziu complexidade adicional ao processo, mas sublinhou que a situação não inviabiliza o seu desenvolvimento.

No início deste ano, a Autoridade Nacional da Aviação Civil atribuiu ao consórcio Clece/South a nova licença para serviços de assistência em escala nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, válida por sete anos. A decisão afastou a proposta apresentada pela SPdH. O agrupamento vencedor integra a espanhola Clece e a empresa de ‘handling’ associada ao grupo proprietário da Iberia.

Entretanto, para garantir a continuidade das operações, o Governo prorrogou até 19 de maio de 2026 as licenças da SPdH, cuja estrutura acionista é composta pela britânica Menzies Aviation (50,1%) e pela TAP (49,9%).

No que diz respeito às ajudas públicas, a companhia aérea terá de devolver 24,99 milhões de euros a Bruxelas devido ao adiamento na alienação da SPdH e da Cateringpor. Segundo Luís Rodrigues, trata-se de um entendimento estabelecido entre o Estado português e as autoridades europeias, estando o reembolso previsto até ao final do primeiro semestre.

Relativamente à Cateringpor, o gestor confirmou que foi recebida uma única proposta de aquisição, cenário que já era antecipado, recordando que o parceiro acionista (o grupo suíço Gate Group) detém direito de preferência na operação.