O ministro da Economia e da Coesão Territorial considera que o turismo em Portugal está longe de atingir um ponto de saturação estrutural, rejeitando a ideia de que o país dependa em demasia deste setor. À margem da BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market, em Lisboa, Manuel Castro Almeida defendeu que a atividade turística continua a dispor de margem significativa para evoluir.
O governante admite que possam ocorrer picos de pressão em zonas muito específicas — como áreas históricas de Lisboaou do Porto — e em períodos concentrados do ano, mas sublinha que essas situações são pontuais e não refletem a realidade global do território nem do calendário anual.
Para o ministro, o debate não deve centrar-se apenas no volume de visitantes, mas sobretudo na capacidade de gerar mais valor. A prioridade, defende, passa por aumentar a receita e o valor acrescentado da oferta turística, permitindo melhores rendimentos para trabalhadores e empresas do setor.
A estratégia de qualificação do turismo é também vista como resposta às limitações de capacidade, nomeadamente no principal aeroporto do país. Nesse contexto, o projeto do novo aeroporto em Alcochete surge como parte da solução estrutural para sustentar o crescimento futuro.
Dados do Banco de Portugal indicam que as receitas turísticas atingiram 29,131 milhões de euros em 2025, reforçando o peso do setor na economia nacional.
Questionado sobre alertas de entidades como o Fundo Monetário Internacional relativamente a uma eventual dependência excessiva do turismo, Manuel Castro Almeida discorda dessa leitura. Considera que o crescimento registado assenta em fatores estruturais (como clima, segurança e património) que tornam Portugal um destino competitivo num mercado global em expansão.
A edição deste ano da BTL decorre na FIL, em Lisboa, com a organização a antecipar níveis recorde de participação e impacto económico, depois de ter ultrapassado os 82 mil visitantes em 2025.





