O mau tempo que afetou o país teve impactos operacionais e gerou perdas comerciais nas agências de viagens, com as vendas do Carnaval a serem afetadas, bem como as reservas para a Páscoa, segundo um inquérito desenvolvido pela ANAV – Associação Nacional de Agências de Viagens.
O inquérito teve como finalidade avaliar os efeitos do mau tempo, sobretudo da tempestade Kristin, na atividade do setor das agências de viagens.
Como resultado da pesquisa, 40% das agências reportaram impacto direto na sua atividade e 32% foram obrigadas a interromper temporariamente o funcionamento.
“Entre os principais constrangimentos registados destacam-se falhas de energia elétrica, interrupções nas comunicações, instalações inundadas, dificuldades de acesso às lojas e encerramentos durante vários dias consecutivos”, destacou a ANAV, acrescentando que “estes números evidenciam que cerca de uma em cada três agências enfrentou limitações operacionais imediatas, com reflexos diretos no atendimento ao público e na capacidade de resposta comercial”.
Impacto no Carnaval e Páscoa
No que diz respeito ao impacto no Carnaval e Páscoa, “60% das agências indicaram que as vendas relativas ao período do Carnaval foram afetadas, com perdas consideradas irreversíveis em muitos casos”, e “56% referem que as reservas para a Páscoa já estão a sofrer efeitos negativos”.
Para a associação, os resultados demonstram que “as consequências económicas não se limitaram ao momento da ocorrência da tempestade”, acabando por abranger “períodos turísticos estratégicos do calendário nacional”.
Ainda que o impacto “não tenha sido uniforme em todo o território”, estes dados indicam “prejuízos diretos e indiretos relevantes para o setor das agências de viagens, tanto ao nível da interrupção de atividade como da perda de receitas”.
“Os apoios anunciados pelo Governo têm de chegar já às famílias e empresas, e estão a tardar muitíssimo. O anúncio de enquadrar o PRR em parte destes apoios e esperar para fazer uma avaliação profunda torna o caso aterrador, tendo em conta as experiências passadas como, por exemplo, os incêndios de Pedrógão”, salientou Miguel Quintas, presidente da ANAV, frisando que os poios devem ser concedidos a fundo perdido e não através de linhas de crédito.
Este inquérito contou com 31 respostas válidas, segundo a ANAV e aponta os impactos operacionais e comerciais relevantes, com maior incidência nas regiões Norte (40%) e Centro (36%).





