A Pinto Lopes Viagens, com mais de 50 anos de experiência, é um operador turístico e agência de viagens especializada em Viagens culturais em grupo e de autor, com guia em português.
Além dos tradicionais, a agência empenha-se em dar a conhecer destinos afastados das rotas turísticas convencionais, em muitos dos quais foi pioneira na entrada com grupos. Aliás, acrescente-se ainda que a Pinto Lopes Viagens foi também pioneira no lançamento de um novo conceito de viagem a nível nacional: as Viagens com Autores. São experiências de viagem únicas, partilhadas pelo Autor, que lhes imprime uma identidade e sensibilidade próprias, enriquecendo e valorizando o seu conteúdo.
E para que seja do conhecimento geral, toda a programação desenvolvida pelo operador é comercializada em exclusivo pela Pinto Lopes Viagens, não sendo possível encontrá-la numa outra agência.
Uma vez que ainda estamos praticamente no início de 2026, o Opção Turismo foi falar com Rui Pinto Lopes a fim de se saber como avalia o desempenho da Pinto Lopes Viagens em 2025, nomeadamente no número de passageiros e viagens, faturação e resultados globais.
Rui Pinto Lopes – 2025 foi um ano muito positivo para a Pinto Lopes Viagens, dando continuidade a uma trajetória consistente nos últimos anos. Podemos afirmar, de forma indicativa, que houve um aumento do volume global de passageiros e do número de programas realizados, com cerca de 1.000 grupos concretizados, 27.000 passageiros transportados e uma operação que abrangeu aproximadamente 250 destinos.
A faturação e os resultados globais são indicadores ainda em fase final de fecho, mas podemos adiantar que a faturação em 2025 rondará os 63 milhões de euros, confirmando uma evolução sustentada e uma procura sólida pelas nossas viagens culturais acompanhadas, num contexto de mercado bastante dinâmico.
Opção Turismo – Quais foram os destinos que mais se destacaram na vossa programação em 2025, em termos de volume de passageiros? Qual a principal razão?
Rui Pinto Lopes – No ano passado, alguns destinos destacaram-se claramente pelo volume de passageiros. As viagens aos Fiordes da Noruega continuam a ser um dos grandes bestsellers da nossa programação, com dezenas de partidas esgotadas. O Japão manteve-se igualmente como um destino de forte procura, muito associado ao interesse crescente por esta cultura asiática. O Egito também registou uma procura significativa, impulsionada pela expectativa internacional em torno da abertura do Grande Museu Egípcio.
Opção Turismo – Houve algum destino que o tenha surpreendido pela positiva ao longo do ano?
Rui Pinto Lopes – Sim, para além dos grandes clássicos, algumas propostas surpreenderam pela positiva, sobretudo ao nível do perfil do cliente e da fidelização. As Viagens com Autores e as Viagens com Especialistas demonstraram novamente uma capacidade muito forte de mobilização de viajantes assíduos, que procuram experiências culturais mais profundas e diferenciadoras.
Também notámos uma adesão crescente a destinos menos óbvios, o que revela um viajante cada vez mais curioso e disponível para se afastar das rotas turísticas tradicionais.
Opção Turismo – E pelo lado menos positivo, houve algum destino ou operação que não correspondeu às expectativas iniciais? Porquê?
Rui Pinto Lopes – De forma geral, 2025 decorreu de forma bastante equilibrada. Naturalmente, existem sempre operações que enfrentam desafios pontuais, seja por alterações logísticas, flutuações de procura ou contextos externos nos destinos. No entanto, não houve um caso particularmente marcante de insucesso e a flexibilidade operacional da Pinto Lopes Viagens permite-nos ajustar rapidamente quando necessário.
Opção Turismo – Olhando para 2026, quais são as vossas perspetivas globais? Antecipam crescimento, manutenção ou retração da atividade?
Rui Pinto Lopes – As perspetivas para 2026 são de continuidade e confiança. Esperamos manter uma atividade dinâmica, com consolidação da programação existente e reforço da experiência do viajante. O foco estará na qualidade, na curadoria cultural e na adaptação às novas tendências do setor, num mercado que continua muito ativo.
Opção Turismo – Estão previstos novos destinos ou produtos para 2026? Se sim, pode destacar algum em particular?
Rui Pinto Lopes – Sim, 2026 trará várias novidades. Entre os novos destinos destacamos a Costa do Marfim, a Mauritânia com acompanhamento de arqueólogo e o Brasil Selvagem (Amazónia e Pantanal), bem como propostas nas Ilhas Faroé e no Congo.
Como um dos grandes destaques teremos também as PLV Small Group Travel, viagens em grupos mais reduzidos, com maior flexibilidade e experiências culturais ainda mais imersivas. Acresce ainda o reforço dos circuitos em comboio, alinhados com uma procura crescente por soluções mais sustentáveis.
Opção Turismo – Existe alguma operação de risco que já possa ser identificada para o próximo ano?
Rui Pinto Lopes – Num setor como o turismo, existe sempre uma componente de imprevisibilidade, sobretudo em destinos mais remotos ou sujeitos a instabilidade geopolítica ou logística. A Pinto Lopes Viagens acompanha permanentemente esses contextos e trabalha com parceiros locais de confiança, garantindo acompanhamento próximo e capacidade de resposta. Mais do que identificar “operações de risco”, preferimos falar de planeamento rigoroso e gestão ativa de contingências.
Opção Turismo – A Pinto Lopes vai participar na BTL 2026? Que expectativas tem relativamente a esta feira?
Rui Pinto Lopes – Sim, a Pinto Lopes Viagens estará presente na BTL 2026. Trata-se de um momento importante para reforçar a proximidade com o público, apresentar novidades da programação e consolidar relações estratégicas com parceiros e profissionais do setor.
A BTL é, para nós, não apenas uma oportunidade comercial, mas também um espaço de afirmação da marca e de contacto direto com viajantes que valorizam o aconselhamento especializado e o acompanhamento que distinguem a nossa forma de operar.





