A situação operacional da Vila Galé em Cuba continua condicionada pela escassez de combustível no país e pela redução do fluxo do mercado canadiano, principal emissor para o destino.
À margem do Congresso da Associação da Hotelaria de Portugal, na Alfândega do Porto, Gonçalo Rebelo de Almeida explicou que o contexto “não é propriamente novo” e está relacionado com “algumas dificuldades com o combustível”. Segundo o responsável, “os operadores canadianos, a uma parte, suspenderam as operações e as viagens para Cuba”, o que tem impacto direto num destino que “tem uma dependência grande do mercado canadiano enquanto mercado emissor”.
Com menos turistas e limitações no abastecimento energético, a reorganização da oferta está a ser feita no terreno pelas entidades locais e pelos grupos hoteleiros. “A Gaviota, que é um dos principais operadores, em conjunto com os grupos hoteleiros, estão a reorganizar os destinos e estão a concentrar as operações em alguns hotéis, porque não há clientes nem há capacidade de fazer chegar o combustível a todos”, afirmou. O objetivo passa por “fazer ali uma gestão, por um lado, energética e a minimizar o desperdício”.
Neste momento, a Vila Galé mantém duas unidades abertas — Cayo Santa María e Cayo Paredón — que ainda tinham operações associadas ao mercado canadiano. No entanto, o cenário permanece em avaliação permanente. “Eles andam a rever os planos a todo o tempo e vão suspendendo e vão encerrando temporariamente os hotéis, vão concentrando noutros”, disse, admitindo que as unidades atualmente em funcionamento “poderão vir a ficar temporariamente encerradas”.
As restantes unidades do grupo no país encontram-se fechadas. Ainda assim, a configuração poderá alterar-se. “Pode inverter, ou seja, podem fechar os CAIS e voltar a abrir”, referiu, apontando que, no caso de Varadero, “pode haver a possibilidade de o reabrir”.
Sobre a eventual redistribuição de hóspedes entre hotéis, o CEO indicou que essa situação não se colocou na Vila Galé, uma vez que as suas unidades já estavam numa fase de redução progressiva. “Entretanto os nossos já estavam em fade-out”, afirmou.
Quanto à origem dos clientes, além do Canadá, o grupo registou “algum mercado português” e “coisas pontuais de outros mercados”, incluindo Espanha, embora nesta fase a operação fosse maioritariamente canadiana. O mercado nacional tende a ter maior expressão entre maio e outubro, período em que existem ligações sazonais. Até ao momento, “a operação da Ávoris com saída de Portugal ainda está para avançar”, acrescentou.






