Macau registou no sábado um novo máximo histórico de entradas e saídas nas fronteiras da região, a dez dias do início do Ano Novo Lunar, período associado à maior migração anual do mundo.
Segundo dados divulgados pela Polícia de Segurança Pública (PSP), cerca de 867 mil pessoas atravessaram as fronteiras de Macau num único dia, o número mais elevado desde o início dos registos diários. Do total de movimentos, 39,1% corresponderam a visitantes, com a região a receber cerca de 174 mil turistas. Apesar do volume expressivo, o valor ficou abaixo do recorde diário registado a 2 de janeiro, quando entraram 188 mil visitantes.
Os residentes de Macau representaram 36,7% das entradas e saídas, enquanto os trabalhadores migrantes foram responsáveis por 21,6% dos movimentos fronteiriços.
A fronteira das Portas do Cerco voltou a assumir-se como o principal ponto de passagem, concentrando quase 463 mil movimentos, o valor diário mais elevado dos últimos cinco anos, desde o início da pandemia de covid-19.
Na vizinha região administrativa especial de Hong Kong, a secretária para a Cultura, Desporto e Turismo, Rosanna Law Shuk-pui, antecipou que cerca de 1,43 milhões de visitantes provenientes da China continental deverão passar pela cidade durante os feriados do Ano Novo Lunar.
As autoridades chinesas estimam que centenas de milhões de pessoas se desloquem durante o período festivo associado ao Ano Lunar do Cavalo, que este ano decorre entre 15 e 23 de fevereiro. No entanto, a época de viagens conhecida como chunyun — que se estende por 40 dias antes e depois do início do novo ano lunar — arrancou já a 2 de fevereiro.
Em finais de janeiro, o vice-diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Li Chunlin, avançou a previsão de até 9,5 mil milhões de viagens durante o chunyun. A confirmar-se, este valor representará um novo recorde histórico, superando o máximo de 9,02 mil milhões registado em 2024.
As estimativas oficiais apontam para cerca de 540 milhões de viagens ferroviárias e aproximadamente 95 milhões de deslocações aéreas, ambos potenciais máximos históricos para este período. As autoridades garantem que a capacidade do sistema de transportes será reforçada nas rotas e regiões de maior procura.
O chunyun é frequentemente utilizado como indicador da actividade económica e como teste à capacidade da infra-estrutura de transportes da China, num momento em que o país procura estimular o consumo interno e o setor dos serviços, ainda em recuperação após a pandemia.





