O Algarve continua a ser um destino muito atraente para o mercado alemão – o terceiro em número de chegadas – mas várias companhias aéreas estão a reduzir a sua capacidade aérea mesmo na época alta.
Por exemplo, a retirada total do Condor e a redução dos voos da TUIfly para Faro estão a sobrecarregar as operações dos operadores turísticos, que dependem do avião para comercializar o destino.
O impacto já se sente no setor. Pascal Zahn, da Olimar, operador especializado em Portugal, reconheceu que, sem a capacidade oferecida por essas companhias aéreas, não teria sido possível atingir os objetivos planeados. Com a redução da capacidade, a Olimar reduziu sua previsão anual de crescimento de 10% para 5%.
Por sua vez, as companhias aéreas justificam essas reduções com critérios estritamente económicos. A Condor afirma que está constantemente a verificar a sua rede de rotas para otimizar lucros e adaptar a oferta à demanda sazonal, uma estratégia que também aplicou a outros destinos, como o cancelamento de voos entre Berlim e Dubai durante o verão. A TUIfly, por sua vez, destaca que a redução da frota responde às necessidades de seus próprios operadores turísticos e de operadores externos, o que obriga a ajustar as operações de uma temporada para outra.
Apesar destas reduções de capacidade, o Algarve mantém conexões com a Alemanha por meio da Eurowings e da Discover. A Eurowings até confirmou uma expansão de sua oferta para Faro para o verão de 2026, com voos de Berlim, Stuttgart e Colónia/Bonn, além de fortalecer sua presença em Portugal com uma nova rota entre Berlim e Lisboa.






