O clima em Washington está a ferver. A causa é preocupante porque Donald Trump decidiu que o preço do progresso deve ter o seu nome escrito em letras douradas de 10 metros de altura.
Dizem que o homem abordou o congressista democrata Chuck Schumer com uma proposta que é basicamente o “quem quer ser bilionário” das obras públicas. O negócio é apenas este:
Existem uns 13,5 mil milhões de euros que estão atualmente no congelados na Casa Branca, destinados a um grande projeto de túnel ferroviário entre Nova Iorque e Nova Jérsia.
Se o democrata Schumer concordasse em ajudar a renomeação do nome da estação ferroviária e do aeroporto, essa verba seria rapidamente desbloqueada.
Resumidamente, Donald Trump quer ter o seu nome tanto na estação ferroviária como no aeroporto.
Assim, certamente que a Penn Station seria a Trump Central e o Aeroporto Internacional Dulles, em Washington, onde geralmente os diplomatas aterram, teria a faixa “Bem-vindos à capital de Donald”.
Por outras palavras, mais picantes, o que Trump deve ter dito a Chuck Schumer foi: “Eu dou-te o buraco (o túnel), mas tu dás-me o meu nome no topo de tudo o que é grande e movimentado.” Ou seja, uma espécie de prostituição política de betão.
O facto é que Trump ‘entalou’ Schumer, também senador por Nova Iorque, que agora está numa posição desconfortante de ter de decidir se prefere que os seus eleitores cheguem a horas ao trabalho ou se prefere evitar ter um AVC cada vez que olha para o mapa da cidade.





