Início Coluna Quando as despesas são grandes… vende-se o chão

Quando as despesas são grandes… vende-se o chão

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O hotel de Macau Grand Emperor anunciou a venda das 78 barras de ouro que estavam embutidas no chão do ‘lobby’ por uns quantos 10,8 milhões de euros, antecipando um lucro nove vezes superior, naturalmente inflacionado pelas pisadas de alguns ilustres.

Ponha-se de parte a ganância, mas face aos preços elevados do ouro, os administradores da empresa consideram que este é o momento oportuno para concretizar o valor das barras de ouro. E, por isso, o Emperor Entertainment Hotel Lda, propriedade da referida unidade hoteleira, esperam um lucro de cerca de 9,8 milhões de euros, já com todas as alcavalas pagas.

Nas últimas duas décadas, comentou (honestamente, por certo) a empresa, “o chão de ouro criou uma atmosfera de opulência e grandiosidade” no casino ao apresentar uma “entrada majestosa pavimentada com as barras de ouro”. Concluiu então e agora que o  ouro “já não é relevante para o tema futuro do hotel”.

“Após a cessação das operações de jogo no ano passado, o grupo está agora a planear instalações alternativas de entretenimento e lazer para melhorar a experiência global de serviço do hotel e alargar a sua base de receitas”, acrescentou.

Assim, até se compreende que com essa lucrativa venda a empresa “pode reduzir os custos futuros relacionados com segurança e os seguros das barras de ouro”.