Hotéis de Macau registam novo recorde com 14,6 milhões de hóspedes em 2025

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Os estabelecimentos hoteleiros de Macau acolheram quase 14,6 milhões de hóspedes em 2025, fixando um novo recorde anual, com um aumento de 1% face ao máximo registado em 2024, segundo dados divulgados pela Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

De acordo com a entidade oficial, o crescimento do número de hóspedes ocorreu apesar de uma ligeira redução na capacidade instalada, com o número de quartos a descer para cerca de 45 mil no final de dezembro, menos 200 do que no mês anterior.

A taxa média de ocupação hoteleira subiu 3,1 pontos percentuais, atingindo 89,4%, o valor mais elevado desde 2019, antes da pandemia. No final de dezembro, Macau contava com 147 hotéis e pensões, mais um do que no ano anterior, o maior número desde o início da recolha destes dados, em 1997.

A evolução positiva da procura foi acompanhada por uma descida dos preços médios dos quartos. Segundo dados da Associação de Hotéis de Macau, as tarifas médias recuaram 3,5% em 2025, para 1.353 patacas (cerca de 144 euros), com maior impacto nos hotéis de cinco estrelas, onde a redução foi de 5%, para 1.514 patacas (161 euros).

Em dezembro, a descida foi ainda mais acentuada, com os preços médios a caírem 4,7% face ao mesmo mês de 2024, para 1.392 patacas (148 euros), novamente influenciados pela redução de 6,2% nos hotéis de cinco estrelas.

Com tarifas mais baixas, a taxa de ocupação em dezembro atingiu 90,4%, o valor mais elevado para este mês desde antes da pandemia.

O novo recorde hoteleiro ocorreu num ano em que Macau recebeu mais de 40 milhões de visitantes, também um máximo histórico, superando o anterior recorde de 39,4 milhões, registado em 2019.

No entanto, cerca de 59% dos visitantes, o equivalente a 23,5 milhões de pessoas, chegaram em excursões organizadas e permaneceram menos de um dia na cidade.

O chefe do Executivo de Macau, Sam Hou Fai, alertou recentemente para uma descida do nível de consumo dos turistas, sublinhando que o gasto médio por visitante, excluindo os casinos, caiu 9,5% nos primeiros nove meses do ano, face a igual período de 2024.

A Direção dos Serviços de Estatística e Censos apontou a alteração dos padrões de consumo como uma das principais razões para a contração de 1,3% da economia de Macau no primeiro trimestre do ano, a primeira queda homóloga desde o final de 2022.