A Utratur é uma marca comercial utilizada por Ultratur Portugal – Viagens e Turismo Lda, agência de viagem portuguesa, sediada em Lisboa, mais propriamente na Avenida 5 de Outubro, 115 3ºG, criada em Portugal no ano de 1985. Comemorou as “Bodas de Prata” no ano passado.
Saliente-se que a Ultratur já existia em Espanha, nomeadamente na Galiza. O fundador da agência, José Manuel Maciñeiras, era um apaixonado por Portugal e o seu grande sonho era vender o destino em Espanha, onde, na altura, a oferta era praticamente inexistente.
Para alcançar esse objetivo teve de abrir uma agência em Portugal e assim nasce a Ultratur Portugal, especializada em Incoming para o mercado espanhol. Durante muitos anos, através do folheto “Vivir Portugal”.
Com o passar dos anos, ganharam experiência na área do Incoming e cresceram. De tal modo que se alargaram a operação a outros mercados na Europa e no Brasil.
De notar que José Manuel Maciñeiras, falecido em janeiro de 2022, além de Portugal tinha também grandes conhecimentos na área da aviação, tendo desenhado uma plataforma, inicialmente em Espanha, para que agências não IATA pudessem reservar e emitir bilhetes aéreos.
Em 2012, a plataforma WebinplantB2B é adaptada ao mercado nacional e começou um novo desafio ao ser lançada exclusiva para agentes de viagens, para reservas e emissões de bilhetes aéreos.
Refira-se também que a Ultratur Portugal mantém a sua independência e é reconhecida no mercado e pelos seus pares.
Porque as perspetivas para o próximo ano são globalmente positivas, segundo Gabriela Fernandes, o Opção Turismo trocou mais algumas palavras com a diretora da Ultratur Portugal.
Gabriela Fernandes – A avaliação global de 2025 é claramente positiva para a Ultratur, como referi. Embora alguns dados ainda estejam em fase de fecho, podemos afirmar que o desempenho do ano confirma uma trajetória de crescimento sustentado e de consolidação da atividade face a 2024.
Opção Turismo – Qual o volume total de passageiros e número de viagens?
Gabriela Fernandes – Verificámos uma evolução favorável ao nível do volume de passageiros, acompanhada por um aumento do número de viagens, mais consistente e uma maior confiança dos clientes na nossa oferta.
Opção Turismo – E em termos de faturação e resultados globais?
Gabriela Fernandes – Em termos de faturação, a evolução acompanhou esta dinâmica positiva, com um desempenho alinhado com os objetivos definidos para o ano. Também os resultados globais registaram uma melhoria, traduzindo o equilíbrio entre crescimento comercial e controlo operacional.
Em suma, 2025 confirma que a Ultratur está no bom caminho, com uma base sólida para continuar a crescer de forma responsável e sustentável nos próximos anos.
Opção Turismo – Uma vez que a Ultratur Portugal não trabalha com programação própria dado o seu negócio estar mais orientado para a consolidação aérea, complementado com o facto de serem uma DMC, onde focam a operação?
Gabriela Fernandes – No caso da consolidação aérea, o foco passa pela negociação, gestão e otimização de soluções de transporte aéreo para as agências, permitindo maior competitividade, flexibilidade tarifária e eficiência operacional.
Esta abordagem permite-nos responder de forma flexível às necessidades do mercado, adaptando a oferta a diferentes perfis de clientes e projetos, e tem sido determinante para a evolução positiva da empresa, e para o reforço da sua posição enquanto parceiro especializado e de confiança no setor.
Opção Turismo – O que mais foi procurado ou, digamos, teve melhor desempenho?
Gabriela Fernandes – Ao longo do ano, registámos desempenhos particularmente positivos em alguns destinos, não tanto pelo volume, mas pela consistência da procura para Europa e Brasil. Enquanto consolidador aéreo e parceiro B2B, a Ultratur Portugal acompanha estas dinâmicas através do comportamento das reservas e da procura por soluções aéreas específicas, tendo verificado uma evolução favorável em destinos onde houve uma combinação eficaz entre conectividade aérea, posicionamento comercial e rentabilidade para os nossos clientes.
Opção Turismo – Olhando para 2026, quais são as vossas perspetivas globais? Antecipam crescimento, manutenção ou retração da atividade?
Gabriela Fernandes – As perspetivas para 2026 são globalmente positivas. Antecipamos a continuação de uma trajetória de crescimento sustentado, ainda que com uma abordagem prudente, tendo em conta o contexto económico mundial e a evolução dos vários mercados.
Acreditamos que a procura continuará a evoluir de forma favorável, em particular nas áreas onde a Ultratur atua como DMC e na consolidação aérea, beneficiando da confiança dos parceiros, da fidelização de clientes e da capacidade de adaptação a diferentes necessidades operacionais.
Mais do que um crescimento acelerado, o foco para 2026 passa por consolidar resultados, reforçar parcerias estratégicas e manter elevados padrões de qualidade e eficiência.
Opção Turismo – Como vão atuar em 2026 ou qual vai ser o foco principal da Ultratur Portugal para o próximo ano?
Gabriela Fernandes – O nosso foco mantém-se no reforço das soluções de consolidação aérea e no apoio aos projetos dos nossos clientes — agências— acompanhando as suas estratégias comerciais e necessidades operacionais.
Nesse sentido, mais do que novos destinos específicos, o trabalho para 2026 passa por ampliar opções e parcerias com companhias aéreas e desenvolver soluções cada vez mais flexíveis e competitivas, que permitam aos nossos clientes lançar e potenciar os seus próprios produtos no mercado.
Opção Turismo – Existe alguma operação de risco que já possa ser identificada para o próximo ano?
Gabriela Fernandes – Neste momento, não identificamos operações específicas de risco. A consolidação aérea assenta numa gestão rigorosa, numa análise permanente do mercado e numa diversificação de parceiros e soluções, o que permite mitigar riscos e adaptar rapidamente a operação sempre que necessário.
A experiência da equipa e o acompanhamento contínuo do contexto externo são fatores-chave para garantir estabilidade e resiliência.
Opção Turismo – A Ultratur Portugal vai participar na BTL 2026? Que expectativas tem relativamente a esta feira, tanto do ponto de vista comercial como estratégico?
Gabriela Fernandes – Sim, a Ultratur Portugal prevê participar na BTL 2026, considerando esta feira um momento relevante de encontro com parceiros, clientes e stakeholders do setor. Mais do que uma ação puramente comercial, a presença na BTL tem um forte enquadramento estratégico.
Do ponto de vista comercial, a feira permite reforçar relações existentes, identificar novas oportunidades de negócio e acompanhar a evolução das necessidades dos nossos parceiros. Em termos estratégicos, é também uma oportunidade para consolidar o posicionamento da Ultratur enquanto parceiro especializado em DMC e consolidação aérea, acompanhar tendências do mercado e trocar conhecimento com outros operadores do setor.
As expectativas são, por isso, positivas, com foco na proximidade, na criação de valor e no fortalecimento de parcerias de médio e longo prazo.





