Procura aérea internacional mantém crescimento em novembro

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A procura internacional por viagens aéreas continuou a crescer em novembro, com um aumento de 7,7% face ao mesmo mês de 2024, sustentando a evolução positiva do tráfego global, segundo dados divulgados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

No total, a procura mundial por viagens aéreas registou um crescimento homólogo de 5,7%, enquanto a capacidade disponibilizada pelas companhias aéreas aumentou 5,4%. A taxa média de ocupação atingiu os 83,7%, mais 0,3 pontos percentuais do que em novembro do ano anterior, estabelecendo um novo máximo para este mês.

No segmento internacional, a capacidade cresceu 7,1% e a taxa de ocupação fixou-se nos 84,0%, também um valor recorde. Já a procura doméstica apresentou uma evolução mais moderada, com um aumento de 2,7%, em linha com a capacidade, mantendo a taxa de ocupação praticamente inalterada, nos 83,2%.

Apesar do crescimento, a IATA sublinha que o ritmo da procura internacional foi, em quase todas as regiões do mundo, ligeiramente inferior ao registado em outubro, com a exceção do continente africano.

“Em novembro, a procura manteve-se forte e as taxas de ocupação atingiram novos recordes, apesar das limitações de capacidade que ainda persistem”, afirmou o diretor-geral da IATA, Willie Walsh, acrescentando que a indústria enfrenta desafios relacionados com a cadeia de fornecimento aeroespacial.

A África destacou-se como a região com maior crescimento da procura internacional, com um aumento de 11,2%, acompanhado por um crescimento da capacidade de 8,5%. No Médio Oriente, a procura subiu 9,6%, enquanto na Ásia-Pacífico cresceu 9,3%, apesar de sinais de desaceleração em algumas rotas devido a tensões geopolíticas.

Na Europa, a procura internacional aumentou 6,8%, com a taxa de ocupação a atingir 85,6%, enquanto na América Latina e na América do Norte o crescimento foi mais contido, com impactos negativos ligeiros na taxa de ocupação.

Segundo a IATA, a evolução do tráfego aéreo continua positiva, mas o equilíbrio entre procura e capacidade dependerá da capacidade das companhias aéreas em responder ao aumento da procura num contexto de constrangimentos operacionais.