O continente africano tem vindo a reforçar o seu compromisso com dados abertos no setor do turismo, registando progressos na disponibilidade, acessibilidade e usabilidade da informação, embora persistam desafios ao nível da atualização regular dos dados. As conclusões constam da edição de 2025 do relatório African Tourism Data Ecosystem, desenvolvido pelo Nova SBE WiTH Africa.
De acordo com o estudo, há uma evolução positiva na atualidade dos dados turísticos, com vários países a melhorarem a frequência de atualização dos seus conjuntos de informação, reconhecendo a importância de dados recentes para o planeamento, o investimento e a definição de políticas públicas. O relatório destaca também melhorias na usabilidade, associadas ao aumento da disponibilização de dados em formatos legíveis por máquina.
Cabo Verde, Quénia, Maurícias e Tanzânia mantêm-se como os países com melhor desempenho no acesso e qualidade dos dados turísticos, refletindo um investimento continuado em sistemas estatísticos e infraestruturas digitais. O Togo surge, em 2025, como novo país em destaque, evidenciando progressos rápidos na melhoria da visibilidade e qualidade dos seus dados.
A análise sublinha ainda o papel das plataformas internacionais, como o Banco Mundial, na disponibilização de dados regionais consistentes e comparáveis, complementando os esforços nacionais, bem como a contribuição de organizações não governamentais, através de iniciativas como a Open Data for Africa, para colmatar lacunas de acessibilidade e usabilidade.
Apesar dos avanços, o relatório identifica desafios persistentes, nomeadamente na atualização regular da informação, na diversificação temática dos indicadores e no reforço da capacidade técnica de alguns sistemas estatísticos nacionais. Segundo Alice Caetano, do Nova SBE WiTH Africa, “investir continuamente em infraestruturas digitais, fortalecer a capacitação institucional e promover a coordenação regional é fundamental” para responder às crescentes exigências de qualidade dos dados e apoiar um turismo mais sustentável, resiliente e inclusivo em África.





