Mais de 400 turistas estrangeiros encontram-se retidos na ilha de Socotra, no sul do Iémen, após o cancelamento das ligações aéreas devido ao agravamento das tensões na região nos últimos dias, segundo informações avançadas por autoridades locais.
Em declarações à agência France Presse, o vice-governador de Socotra com a tutela da Cultura e do Turismo, Yehya ben Afrar, confirmou que os voos com origem e destino à ilha foram suspensos, impossibilitando a saída dos visitantes. Outra fonte governamental indicou que estão retidos 416 turistas, entre os quais mais de 60 cidadãos russos.
O arquipélago de Socotra é composto por seis ilhas situadas entre o Golfo de Áden e o Canal de Guardafui, no Mar da Arábia, sendo conhecido pela sua biodiversidade única e crescente procura turística internacional.
Atualmente, as ilhas estão sob controlo do Conselho de Transição do Sul, um movimento separatista iemenita apoiado pelos Emirados Árabes Unidos. A instabilidade política e militar no país continua a afetar a segurança e as operações de transporte aéreo em várias regiões.
O Iémen vive um conflito armado desde 2014, quando os rebeldes huthis tomaram a capital, Sana. Um ano depois, o conflito ganhou dimensão internacional com a intervenção de uma coligação liderada pela Arábia Saudita em apoio ao governo reconhecido. As divisões internas no campo anti-houthi agravaram ainda mais a situação, com confrontos entre forças governamentais e separatistas do sul a partir de 2018.
Até ao momento, não foi avançada uma data para a retoma dos voos nem para a retirada dos turistas retidos em Socotra.





