O Governo Regional da Madeira manifestou forte oposição ao aumento das taxas aplicadas pela TAP nas ligações entre a região e o continente durante o período de Natal e Ano Novo, considerando a medida injustificada e prejudicial à mobilidade e ao turismo.
Num ofício enviado ao presidente do conselho de administração da companhia aérea, Luís Rodrigues, a Secretaria Regional de Ambiente, Turismo e Cultura critica o acréscimo de 30 euros por percurso nas rotas Madeira–Lisboa e Madeira–Porto, aplicado “sem qualquer aviso prévio”.
Segundo a tutela, este agravamento soma-se ao valor adicional já cobrado pela transportadora em épocas de maior procura, elevando o custo de um bilhete em tarifa Y (a mais alta da classe económica) para cerca de 419 euros por percurso. O valor ultrapassa o limite máximo elegível pelo Subsídio Social de Mobilidade (SSM), o que, segundo o Governo Regional, sobrecarrega tanto o Estado como os próprios passageiros residentes e estudantes deslocados.
A Secretaria alerta ainda que a política tarifária “coarta a procura turística nacional”, afastando viajantes sem direito a subsídio e comprometendo a promoção da Madeira como destino de fim de ano — uma das épocas mais procuradas da região.
Além do impacto económico, o executivo madeirense critica o fator surpresa da decisão, que terá afetado passageiros e agentes de viagens que já tinham reservas emitidas com base nas tarifas anteriores.
O Governo Regional pede à TAP que reverta a decisão e afirma ter já solicitado a intervenção do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e do secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, para resolver a situação.






