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SATA Holding impede diálogo entre Newtour/MS Aviation e trabalhadores da Azores Airlines

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O Agrupamento Newtour/MS Aviation criticou esta semana a SATA Holding, S.A., por não autorizar o início de conversações com os trabalhadores da Azores Airlines no âmbito do processo de privatização da transportadora. Em comunicado datado de 24 de outubro de 2025, o agrupamento considera “inaceitável” a postura “bloqueadora” do Conselho de Administração da SATA, que, segundo refere, tem imposto “condicionalismos ao diálogo” e “impedido os trabalhadores de conhecerem a verdadeira situação da empresa”.

A Newtour/MS Aviation afirma ter solicitado autorização formal para dialogar com os trabalhadores, sindicatos e respetivos representantes, sem que o pedido tenha sido aceite. Na prática, acusa a administração da SATA de impedir uma conversa factual e transparente entre quem trabalha na companhia aérea e quem pretende adquiri-la.

O agrupamento entende que esta recusa “só pode ser vista como uma manobra”, recordando que a abertura ao diálogo é condição essencial para a apresentação da proposta de aquisição. Ao não permitir a troca de informação, defende, a SATA “esconde a realidade da companhia aérea” e “nega aos trabalhadores o direito de conhecerem o projeto estratégico” do potencial comprador, contribuindo para “alimentar a desinformação” sobre o processo.

De acordo com o comunicado, o compromisso de confidencialidade em vigor — disponível para consulta pública — impede a partilha de qualquer informação relacionada com a transação, incluindo dados desenvolvidos de forma independente pela Newtour/MS Aviation no contexto do processo.

O agrupamento sublinha que o futuro da Azores Airlines está “preso num colete de forças” criado pela administração da SATA Holding, cuja atuação, considera, tem como “objetivo aparente impedir a privatização”. Ainda assim, reafirma o compromisso de apresentar “uma solução sólida” e defende que “verdade e transparência” são condições fundamentais para conquistar a confiança dos trabalhadores.

“O tempo das desculpas acabou”, conclui o comunicado, apelando à colaboração entre todas as partes “para salvar a Azores Airlines” e advertindo que, sem abertura ao diálogo, “ficará claro quem não quer que a companhia aérea tenha futuro.”