A Menzies Aviation (ex-Groundforce) perdeu o concurso lançado pela ANAC-Autoridade Nacional de Aviação Civil para a renovação das licenças de assistência em escala nos três aeroportos do continente Lisboa, Porto e Faro e já comunicou que vai contestar os resultados.
O júri do concurso recomendou, no relatório preliminar, um consórcio espanhol que junta a Clece – uma empresa do grupo ACS, cujo principal acionista é Florentino Pérez, presidente do Real Madrid – e a South, detido pela espanhola Iberia e opera na área de handling. No entanto, refira-se, os concorrentes ainda têm direito a ser ouvidos em audiência prévia.
Por proposta da ANAC, as atuais licenças, que terminariam a 19 de novembro, serão prolongadas por mais um ano.
Face a este anuncio, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) manifestou-se incrédulo e indignado com a decisão preliminar do regulador de atribuir licença para assistência nos aeroportos à Clece/South excluindo a Menzies (antiga Grondforce).
“Embora este relatório seja preliminar, portanto passível de contestação nas instâncias próprias, o facto de não serem cumpridos os pressupostos previstos no plano de recuperação quanto à atribuição das licenças deixa-nos, no mínimo, estupefactos”, afirmou o sindicato.
A Menzies acrescenta que desde a aquisição da SPdH, em 2024, “a empresa tem mantido um forte desempenho operacional, elevados padrões de conformidade e relações laborais construtivas, sustentadas por um Acordo de Empresa que protege os direitos dos colaboradores e assegura a estabilidade dos serviços”.
A empresa, com sede no Reino Unido e detida pelo grupo kuwaitiano Agility, anunciou que irá “iniciar de imediato o processo formal de recurso e recorrer a todos os meios disponíveis para garantir que a integridade e a equidade do resultado sejam plenamente revistas, conforme estipulado nas regras do concurso”.
A SPdH é detida em 51% pela Menzies e 49% pela TAP, sendo a companhia aérea portuguesa a sua principal cliente. Além da Menzies e do consórcio Clece/South, a espanhola Acciona também estava na corrida pelas licenças.






