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Um em cada cinco jovens planeia férias com a IA (Estudo)

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Cerca de um em cada cinco jovens adultos está a recorrer à inteligência artificial para planear as suas férias. Quem o diz é a ABTA, a associação das viagens do Reino Unido.
Embora as férias organizadas tradicionais continuem a ser a forma mais comum de viagem, a ABTA revelou que 18% dos adultos entre os 25 e os 34 anos utilizam ferramentas de IA, como o ChatGPT, para se inspirarem nas suas viagens ao estrangeiro.
A diferença entre gerações é clara: menos de três por cento das pessoas com mais de 55 anos referem a IA como fonte de ideias para férias, enquanto um quarto dos britânicos ainda recorre aos tradicionais catálogos em papel.
A associação prevê, contudo, que o papel da tecnologia aumente rapidamente uma vez que quase dois em cada cinco inquiridos dizem sentir-se confiantes para deixar que um assistente de IA reserve a sua viagem.
Num estudo apresentado na convenção anual da ABTA, realizada em Magaluf, na ilha espanhola de Maiorca, a entidade também indicou que a proporção de britânicos que tiraram férias no último ano quase voltou ao nível pré-pandemia, refletindo uma maior confiança nas viagens internacionais.
Segundo os dados, 87% dos entrevistados fizeram férias dentro ou fora do Reino Unido no ano passado, e uma proporção crescente considera as férias a despesa não essencial mais importante, acima do lazer, tecnologia ou entretenimento, mesmo em tempos económicos difíceis.
O diretor executivo da ABTA, Mark Tanzer, afirmou que o crescente uso da IA reflete o comportamento dos consumidores em todos os setores, acrescentando que “o desafio para o nosso setor é aproveitar o potencial da IA para apoiar os negócios, sem perder o valor do toque pessoal e da experiência que se obtém ao reservar com um agente de viagens ou operador turístico”.
O estudo, realizado com cerca de 2.000 adultos britânicos, mostra que o número de pessoas que usam IA para planear férias duplicou em relação ao ano passado.
Oito por cento disseram recorrer a essa tecnologia para inspiração, face a quatro por cento no inquérito de 2024.
Os adultos entre os 25 e os 34 anos também são os mais propensos a considerar as férias “importantes para a saúde mental” (90%, contra 80% da média geral) e duas vezes mais propensos (20% contra 10%) a escolher empresas, hotéis ou destinos com base em compromissos ambientais.