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Dormidas turísticas nos Açores crescem 2,2% em agosto

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Os Açores registaram em agosto cerca de 692 mil dormidas em alojamentos turísticos, um aumento de 2,2% em comparação com o mesmo mês de 2024, de acordo com dados do Serviço Regional de Estatística (SREA). O crescimento foi superior ao verificado a nível nacional, que não ultrapassou 1,1%.

Entre janeiro e agosto, o arquipélago acumulou 3,3 milhões de dormidas, o que representa um acréscimo de 5,8% face ao período homólogo.

A procura internacional foi determinante: os residentes no estrangeiro representaram 81,1% das dormidas em agosto (561,3 mil), com um aumento de 3,8%. Pelo contrário, o mercado interno voltou a cair, recuando 3,9% para 130,5 mil dormidas — o quinto mês consecutivo em queda.

A Espanha manteve-se como principal emissor externo, com 110,8 mil dormidas, seguida da Alemanha (79,2 mil, +16,7%) e da França (70,5 mil, +2,2%). Polónia (+54%), Israel (+46,6%) e Áustria (+33,1%) destacaram-se pelas maiores variações positivas, enquanto Países Baixos (-7,4%), Canadá (-6,7%) e Bélgica (-4,7%) registaram as quebras mais expressivas.

O alojamento local voltou a liderar em termos de peso relativo, somando 334,8 mil dormidas (48,4%), e ultrapassando pelo segundo mês consecutivo a hotelaria, que somou 317,8 mil dormidas (45,9%). O turismo no espaço ruralcontribuiu com 39,2 mil dormidas, sendo a tipologia com maior crescimento homólogo (+6,6%).

Enquanto o alojamento local cresceu 4,6%, a hotelaria registou uma ligeira quebra de 0,7%.

O desempenho não foi uniforme no arquipélago. Apenas cinco ilhas registaram aumentos: Corvo (+21,3%), Pico(+10,5%), São Miguel (+2,6%), Faial (+1,2%) e São Jorge (+0,5%). Pelo contrário, Terceira (-3,5%), Santa Maria(-3,3%), Graciosa (-2,3%) e Flores (-2,1%) registaram decréscimos.

A ilha de São Miguel concentrou a maioria das dormidas (419,4 mil, 64,3% do total de hotelaria e alojamento local), seguida pela Terceira (87,9 mil), Pico (54,8 mil) e Faial (42,5 mil).

Na hotelaria, a taxa líquida de ocupação por cama atingiu 76% em agosto, menos 3,3 pontos percentuais face a 2024. Apesar disso, os proveitos totais cresceram 7,3%, ascendendo a 34,8 milhões de euros. O rendimento médio por quarto disponível fixou-se em 152,53 euros, enquanto por quarto utilizado atingiu 178,30 euros.

No turismo em espaço rural, a ocupação foi de 60,1% (-4,2 p.p.), mas os proveitos subiram 15,6%, totalizando 4,2 milhões de euros. Já no alojamento local, a taxa bruta de ocupação por cama situou-se em 53,6% (-0,7 p.p.), não sendo apresentados dados sobre receitas.