O governo italiano decidiu suspender a utilização de controlos biométricos de passageiros nos aeroportos, seguindo uma recomendação do comissário de Proteção de Dados do país.
A decisão surge na sequência do início de uma investigação judicial preliminar sobre este procedimento de identificação, também conhecido como “faceboarding” ou reconhecimento facial, já implementado em vários aeroportos no mundo.
A medida afeta especificamente o aeroporto de Milão-Linate, uma vez que outro aeroporto italiano que tinha iniciado este controlo, o de Roma Fiumicino, já tinha suspendido voluntariamente o procedimento. A investigação judicial foca-se na segurança dos dados biométricos recolhidos, alertando para o risco de que possam ser acedidos indevidamente por terceiros.
O sistema de reconhecimento biométrico visa agilizar o processamento de passageiros, permitindo passar pelos controlos de segurança, check-in ou embarque sem necessidade de apresentar passaporte ou outro documento de identificação.
Prevê-se que a implementação destes controles em toda a União Europeia esteja concluída até ao final de 2026. A decisão de Itália poderá atrasar este cronograma, dependendo das conclusões da investigação, e servir de sinal a outros aeroportos europeus para reconsiderarem os seus próprios sistemas de identificação biométrica.





