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Açores: 444,8 mil dormidas em alojamentos turísticos em maio

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Dormidas nos Açores crescem 3,1% em maio e ultrapassam 1,4 milhões no acumulado do ano

Em maio de 2025, os Açores registaram 444,8 mil dormidas em alojamentos turísticos, um aumento de 3,1% face ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados do Serviço Regional de Estatística (SREA).

Este crescimento foi superior à média nacional, que se fixou nos 1,3%. Nos primeiros cinco meses do ano, a região ultrapassou 1,4 milhões de dormidas, traduzindo um acréscimo de 7,3% face a igual período de 2024.

Durante o mês de maio, os Açores acolheram 136,5 mil hóspedes, um crescimento de 5,2%, e registaram uma estada média de 3,26 noites, o que representa uma subida de 2%. O mercado internacional representou 70,6% das dormidas, com 313,9 mil registos (mais 5,2%), enquanto o mercado nacional, com 130,9 mil dormidas, recuou 5,8%.

Entre os principais mercados emissores destacaram-se os Estados Unidos (52,4 mil dormidas, +11,9%), Alemanha (51,1 mil, +1,1%) e Espanha (29,8 mil, +1,2%). Israel, Polónia e Canadá lideraram os crescimentos relativos, enquanto a Bélgica, Brasil e Países Baixos registaram quebras significativas.

Por tipologia, a hotelaria concentrou 53% do total das dormidas (235,9 mil), o alojamento local 42,3% (188,2 mil) e o turismo no espaço rural 4,7% (20,7 mil). Esta última foi a que mais cresceu em termos homólogos (15,2%). No conjunto da hotelaria e do alojamento local — que concentraram 95,3% das dormidas — apenas Santa Maria (-7,7%) e Corvo (-0,7%) registaram decréscimos. A Graciosa foi a ilha com maior aumento (28,1%), seguindo-se São Jorge (10,8%) e Flores (5%).

São Miguel manteve-se como principal destino turístico do arquipélago, com 300,6 mil dormidas (70,9% do total), seguida da Terceira (49,5 mil), Faial (25,9 mil) e Pico (23,9 mil). O mercado nacional destacou-se nas ilhas Graciosa, Santa Maria, Terceira e Corvo, enquanto os mercados alemão e norte-americano lideraram nas restantes, com exceção das Flores, onde predominou o mercado espanhol.

A taxa líquida de ocupação por cama na hotelaria foi de 60,3%, e os proveitos totais subiram 12,6%, atingindo os 21 milhões de euros. O rendimento médio por quarto disponível fixou-se nos 90,45 euros e por quarto utilizado nos 124,73 euros. No turismo no espaço rural, a taxa de ocupação foi de 35,9%, com proveitos de 2,2 milhões de euros (+39,9%) e rendimento por quarto utilizado de 147,78 euros. No alojamento local, a taxa de ocupação foi de 36,6%, embora cerca de 23,9% dos estabelecimentos ativos não tenham registado movimento de hóspedes nesse mês.