O verão de 2025 confirma a supremacia de Espanha como destino preferido dos europeus, mas novos dados da ForwardKeys mostram uma mudança subtil nos interesses dos viajantes — com destaque para a crescente procura dos portugueses por destinos menos óbvios.
Entre julho e agosto, Espanha concentrou 22% de todas as pesquisas de voos internacionais a partir dos países da UE, liderando com 151 milhões de pesquisas. Itália surge em segundo lugar, com 93 milhões. Mas é nos detalhes que se desenham tendências relevantes: enquanto os destinos mais populares como Barcelona, Madrid e Mallorca mantêm o topo da lista, registam ligeiras quedas no volume de pesquisas, abrindo espaço para alternativas emergentes.
Menorca em ascensão — com ajuda de Portugal
O destaque vai para Menorca, a mais tranquila das ilhas Baleares, que registou um aumento de 17% nas pesquisas em comparação com o verão passado e ganhou 1,8 pontos percentuais de quota de mercado.
Portugal tem um papel notável neste crescimento. As pesquisas de voos para Menorca a partir de território português subiram 41%, um dos crescimentos mais expressivos entre os mercados emissores, apenas superado por Itália (+38%). França também contribuiu com um aumento de 16%.
O contraste com o Reino Unido é significativo: os britânicos, historicamente o principal mercado de Menorca, reduziram em 3% as suas pesquisas, preferindo Ibiza e Mallorca. Já os portugueses parecem valorizar o ambiente mais sereno de Menorca, as praias preservadas e a oferta familiar — uma resposta ao cansaço dos destinos de festa ou sobrelotados.
Murcia e Valência também crescem
Outras regiões a beneficiar da procura internacional são Murcia e Valência. Murcia viu as pesquisas aumentar 13%, com destaque para o aeroporto de Corvera, impulsionado por irlandeses (+92%), franceses (+70%) e belgas (+44%). Valência cresceu 9%, reforçando a sua atratividade enquanto destino urbano com praia, cultura e autenticidade.
Sinal para a sustentabilidade
A diversificação da procura turística em Espanha pode aliviar a pressão sobre os destinos mais massificados, promovendo um modelo de turismo mais sustentável e equilibrado. Para os operadores e destinos portugueses, estas tendências oferecem pistas valiosas sobre as novas preferências dos viajantes e potenciais sinergias ibéricas.






