O Instituto de Gestão das Participações do Estado (Igepe) afastou esta terça-feira a administração da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), substituindo-a por uma comissão de gestão liderada por Dane Kondic, no âmbito do processo de reestruturação da companhia estatal.
Com efeitos imediatos, cessaram funções Marcelino Gildo Alberto, presidente do conselho de administração, e os administradores Altino Xavier Mavile e Bruno Miranda. A decisão foi tomada em assembleia-geral extraordinária da empresa.
A nova estrutura inclui também um conselho de administração não executivo, com representantes de três empresas públicas que se tornaram acionistas este ano: Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), Hidroelétrica de Cahora Bassa e seguradora Emose.
A comissão de gestão agora nomeada, subordinada ao conselho não executivo, assume funções executivas e ficará responsável por assegurar a continuidade da operação da transportadora. Dane Kondic, ex-diretor executivo da Air Serbia e ex-presidente da euroAtlantic, assume a presidência da comissão.
Na semana passada, o Governo moçambicano confirmou que vai avançar com uma auditoria forense às contas da LAM dos últimos dez anos e reestruturar a empresa, que emprega cerca de 900 trabalhadores.
Em abril, o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, criticou duramente a gestão da companhia, referindo a existência de “raposas e corruptos” com “conflitos de interesse” que, segundo afirmou, impediram a compra de aeronaves previstas para os primeiros 100 dias do seu mandato.
A LAM tem enfrentado há vários anos dificuldades operacionais, associadas à falta de investimento e a uma frota reduzida, além de registo de incidentes não fatais atribuídos a problemas de manutenção.





