O primeiro trimestre de 2025 trouxe resultados encorajadores para várias companhias aéreas europeias, com melhorias operacionais e financeiras, apesar de desafios persistentes. O Lufthansa Group destacou-se com um aumento de receitas de 10%, enquanto a Brussels Airlines e a KLM reduziram as suas perdas operacionais e avançam com planos estratégicos para garantir rentabilidade até ao final do ano.
Lufthansa Group reduz prejuízos e mantém perspetivas otimistas
O Lufthansa Group registou receitas de 8,1 mil milhões de euros no primeiro trimestre, uma subida de 10% face a 2024. O resultado operacional ajustado (EBIT ajustado) melhorou 127 milhões de euros, fixando-se em -722 milhões de euros. A melhoria deveu-se ao aumento da procura, sobretudo nas rotas transatlânticas, com mais passageiros, maiores taxas de ocupação e melhor rendimento médio. Destaque ainda para os resultados recorde da Lufthansa Technik (EBIT ajustado de 161 milhões de euros) e para a recuperação da Lufthansa Cargo, que passou de um prejuízo de 22 milhões para um lucro de 62 milhões de euros.
O CEO Carsten Spohr sublinha que “a procura global continua forte” e que o grupo mantém a previsão de um resultado operacional anual significativamente superior ao de 2024 (1.645 milhões de euros). A empresa reporta também melhorias operacionais relevantes, com menos compensações por atrasos e cancelamentos e maior pontualidade.
Brussels Airlines melhora desempenho apesar de constrangimentos externos
A Brussels Airlines reduziu o seu prejuízo operacional ajustado para -53 milhões de euros, uma melhoria de 9% face ao ano anterior. A transportadora belga aumentou a capacidade em mais de 450 voos e viu os lugares-quilómetro disponíveis crescerem 7,3%. O trimestre foi, no entanto, impactado por greves na Bélgica, instabilidade política em África e custos de manutenção imprevistos. Mesmo assim, a companhia prevê um ano com resultados positivos, apoiada numa estratégia de crescimento sustentável e controlo de custos.
Desde o final de março, quatro aviões A220 da Air Baltic operam na rede da Brussels Airlines em regime de wet-lease, reforçando a capacidade no verão. A companhia prepara ainda a integração do 11.º avião de longo curso em junho.
KLM reduz perdas e avança com plano de poupança
A KLM encerrou o primeiro trimestre com receitas de 2,9 mil milhões de euros, mais 8% que em 2024, e um prejuízo operacional de 199 milhões de euros (redução de 91 milhões). A transportadora beneficiou de maior estabilidade operacional, menos cancelamentos e melhor pontualidade, e iniciou a execução de um plano de poupança de 450 milhões de euros. As medidas incluem redução de postos de trabalho e ganhos de produtividade.
A companhia introduziu três novos Airbus A321neo, abriu novas rotas para Ljubljana e Exeter e iniciou a construção de um centro de formação para pilotos. Apesar da pressão sobre os custos, a KLM mantém uma trajetória positiva, antecipando melhorias adicionais nos próximos trimestres.
Estas tendências confirmam uma recuperação gradual mas sustentada do setor aéreo europeu, num contexto ainda marcado por incertezas económicas e geopolíticas.





