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OCDE: Portugal recebeu 19,4 milhões de turistas em 2023

De acordo com um relatório publicado esta semana pela OCDE, e também disponível no site da secretaria-geral da Economia do Governo, “as chegadas de turistas internacionais superaram os níveis pré-pandemia em alguns países da OCDE em 2023, com os países da Europa a liderar o caminho. Portugal recebeu um recorde de 19,4 milhões de turistas internacionais, 12,1% a mais do que em 2019”.

Os números apresentados diferem dos que foram, também esta semana, apresentados pelo INE, cuja informação à imprensa destaca que “em 2023, estima-se que o número de chegadas de turistas não residentes a Portugal tenha atingido 26,5 milhões, correspondendo a um acréscimo de 19,2% face a 2022”. Uma diferença de 7,1 milhões que pode certamente ser explicada por diferentes critérios, mas que evidencia a necessidade de uma bitola comum a todas as organizações.

O teor da notícia, porém, não se altera. A atividade turística deverá recuperar os níveis pré-pandemia globalmente até ao final de 2024, o que são boas notícias. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), destaca a necessidade de modelos mais sustentáveis, considerando o impacto ambiental e o envolvimento de todas as partes afetadas.

O relatório revela que, em 2023, as chegadas de turistas internacionais superaram os números de 2019 em alguns países, especialmente na Europa. Além de Portugal, o país europeu com a melhor performance, também a França (7,8%), Itália (4,4%) e Espanha (2%), integram os destaques da organização. Fora da Europa, a Colômbia e Marrocos também tiveram crescimentos significativos de 33,6% e 12,3%, respetivamente.

A recuperação na região Ásia-Pacífico tem sido mais lenta devido à reabertura tardia das fronteiras, especialmente na China. Em 2023, a Austrália, Japão e Nova Zelândia ainda registavam volumes de visitantes estrangeiros muito abaixo dos níveis de 2019.

As crises geopolíticas têm impactado os fluxos turísticos e a economia do setor. A invasão russa da Ucrânia reduziu significativamente as chegadas de visitantes à Finlândia e países vizinhos. Os ataques terroristas em Israel e o conflito em Gaza resultaram numa diminuição de 33,9% nas chegadas ao país no ano passado.

Antes da pandemia, o turismo representava 4,4% do PIB da OCDE, 6,9% do emprego e 20,4% das exportações de serviços. Em 2020, essas contribuições caíram para 2,5% do PIB, recuperando para 3,9% em 2022.

O estudo da OCDE sugere que, a longo prazo, o turismo continuará a crescer, apresentando oportunidades e desafios. As políticas deverão focar-se em tornar o setor mais sustentável e inclusivo, adaptando-se às mudanças, diversificando a oferta e atraindo novos mercados.