Início noticias Impacto da falência da FTI em Portugal “não é muito grande”

Impacto da falência da FTI em Portugal “não é muito grande”

11JUN24 – “A exposição não é muito grande, estamos no início do verão. A informação que temos junto de alguns operadores que trabalhavam com agências da FTI é que é recuperável, não temos impacto e exposição demasiado grande”, disse a presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Cristina Siza Vieira.

Conforme noticiámos dia 4, o Operador alemão FTI Touristik GmbH declara Insolvência | opcaoturismo.

Em comunicado, o operador informou que está a trabalhar para garantir que as viagens já iniciadas possam ser concluídas conforme planeado, embora as que ainda não tenham sido concretizadas já não possam acontecer ou podem ser concluídas apenas parcialmente.

Em Portugal, a empresa prestadora de serviços de turismo (DMC) do FTI é a Sidetours que, segundo a AHP, “está a revisitar as reservas que já tinham” e não avançou ainda como pretendem fazer relativamente às reservas que já estão sinalizadas e pagas.

Cristina Siza Vieira realçou que a Alemanha não é o principal mercado emissor de turistas para Portugal (N.R. Em 2023 foi o quinto maior mercado a nível nacional, e o segundo maior no Algarve, Açore e Madeira) e apontou que os mais afetados pela insolvência deverão ser grandes grupos hoteleiros, sobretudo na Madeira e nos Açores.

“O que fizemos, como associação representativa, foi fazer este contacto para perceber que expectativa é que os hoteleiros portugueses que são clientes deste operador alemão e com uma relação direta com o seu DMC em Portugal, e que satisfação, podem ter”, acrescentou o presidente da AHP, Bernardo Trindade.

O FTI lançou um ‘site’ e um número de telefone gratuito para as pessoas afetadas e garantiu que está a desenvolver um plano de informação para os viajantes e a implementar todas as medidas necessárias.